Portugal vai ter dois anos consecutivos de crescimento da publicidade

Meios&Publicidade, 24 de Novembro de 2014 às 16:17:25, por RUI OLIVEIRA MARQUES

O mercado publicitário, em Portugal, deverá crescer 10% este ano, situando-se nos 500,7 milhões de euros. As estimativas são do Omnicom Media Group (OMG) e referem-se a valores reais. O último ano em que o investimento em publicidade aumentou ao ritmo de dois dígitos foi 2004, graças à realização do Euro de Futebol em Portugal, tendo então registado um aumento de 13,7% para os 759 milhões. A partir de 2004 o mercado mostrou sinais de estagnação, até que a crise atirou o investimento para quedas dolorosas: -14,6% em 2009, -10,6% em 2011, -17,8% em 2012 e -8,8% no ano passado. A única excepção aos números negativos foi 2010, quando o investimento recuperou uns meros 1,5%. No próximo ano o mercado deverá crescer 7,9% para os 550 milhões, um nível investimento que não se via desde 2011 mas, mesmo assim, bem longe dos 806 milhões que o sector valia em 2007. Em termos de share por meio, segundo o OMG, a televisão free to air continua, distanciada a levar quase metade do bolo publicitário (47,4% em 2014), seguem-se o outdoor (11,3%), as revistas (10,5%) e a internet (9,9%). A TV por subscrição representa 7,9%, a rádio 7,3%, os jornais 5,4% e o cinema 0,3%. No próximo ano, a internet deverá passar a ser o segundo meio a captar mais investimento, conseguindo chegar aos 11,7% de quota.

“É preciso olhar para as métricas”

Meios&Publicidade, 5 de Novembro de 2014 às 17:56:04, por RUI OLIVEIRA MARQUES

Esteve na Diageo, na Unilever e na Coca-Cola até entrar, há quatro anos, para o Facebook onde agora é responsável pelo Facebook Creative Shop EMEA. Rob Newlan explica como é que esta unidade do Facebook pretende ajudar marcas e agências a obter melhores resultados.

Meios & Publicidade (M&P): Nos dias que correm parece que há especialistas em Facebook em todo o lado. Como é que os responsáveis pelas marcas devem fazer a triagem de quem realmente os podem ajudar?

Rob Newlan (RN): Há duas formas de olhar para essa questão. Uma é que há agências e marcas que estão fazer um trabalho óptimo no Facebook, que percebem o consumidor que está do lado de lá, que têm bons insights, que fazem um bom targeting e que são capazes de juntar tudo isso, acrescentando valor. Isto é, têm a capacidade de fazer desde um bom filme até estarem atentos às questões técnicas. São capazes de perceber todas as oportunidades proporcionadas pelas pessoas que querem ter uma experiência com marcas. É um modelo colaborativo para chegar a grande trabalho. Quem trabalha na plataforma está sempre a aprender, a testar, a perceber o que funciona e o que não funciona. Depois, há um nível individual, isto é, as pessoas que apenas falam sobre a plataforma.

M&P: Como é que uma marca sabe que está a desperdiçar dinheiro no Facebook?

RN: É preciso olhar para as métricas. Ter mais 100 ou 200 likes pode ser um bom indicador sobre como as pessoas estão a reagir mas, mais importante que isso, é se a marca está a aumentar a notoriedade, as suas vendas ou a afinidade.

M&P: O que é exactamente o Facebook Creative Shop? Como ajuda as marcas?

RN: Somos um grupo de directores criativos e estrategas em vários pontos do mundo. Trabalhamos de perto com marcas-chave e com as suas agências para perceber como podemos potenciar a criatividade nas plataformas do Facebook. As nossas questões são: como trazer pensamento criativo relevante para os feeds das pessoas? Que oportunidades nos traz a personalização do marketing? Quais os insights que podem levar a que surja um trabalho criativo fantástico diante das pessoas e que tenha impacto positivo nas vendas, na notoriedade ou nas métricas?

M&P: As agências criativas e as agências digitais são vossas concorrentes?

RN: Não. Colaboramos em conjunto. Trabalhamos com agências e com marcas para chegar a trabalho relevante. Estamos aqui como um grupo colaborativo, com uma equipa fantástica. As pessoas que conhecem melhor as marcas são aquelas que são grandes storytellers. São essas ferramentas que queremos trazer para a plataforma, daí trabalharmos de forma colaborativa.

M&P: Pode dar um exemplo de um trabalho que tenham desenvolvido?

RN: No Verão trabalhamos com a McDonald’s, a propósito do Mundial de Futebol. A marca tinha uma campanha fantástica, um óptimo spot de TV, uma boa história mas estava a tentar perceber como poderia dar vida a esta história, nomeadamente junto dos 700 milhões de pessoas que acedem ao Facebook via mobile em todo o mundo. O nosso ponto de partida foram as batatas fritas. Produzimos 30 vídeos durante a competição, em tempo real, onde as batatas fritas eram as protagonistas num estádio criado a partir das embalagens da McDonald’s. Trabalhámos de perto com a agência de meios para que nesses 30 dias de campeonato tivéssemos um bom targeting. Gerou 400 milhões de impressões, chegou a 125 milhões de pessoas em 158 países. Como criativo, tive a alegria de ver o nosso trabalho na rua, enquanto que para a agência de meios foi a satisfação de perceber que estava a chegar às pessoas certas.

M&P: Que conselhos daria a um pequeno negócio sobre o que funciona e o que não funciona no Facebook?

RN: Não há uma resposta única a essa questão. O desafio é esse, até para aqueles que se apresentam como experts. Primeiro temos de conhecer os objectivos da marca, o consumidor, o que ele espera da marca. Se for uma marca de e-commerce já conhecida, talvez o mais importante seja fazer ofertas com um bom targeting. Se tiver uma baixa notoriedade, talvez o melhor seja apostar num vídeo nativo, tal como no passado se utilizava o vídeo para contar uma boa história, para envolver as pessoas. Mas temos de olhar para a história da nossa marca e não para um momento específico. É que após esta primeira fase, temos de fazer um novo targeting e contar o resto da história, os outros elementos. Temos de transformar a notoriedade em conversão.

M&P: Até os negócios mais pequenos têm de apostar no storytelling?

RN: As pessoas respondem muito bem perante imagens, perante um bom trabalho. Se tiver um restaurante, conte a historia de onde vêm os ingredientes, quais os benefícios, a história dos colaboradores, dos chefs… É passar do marketing para as pessoas para o marketing com as pessoas. Mas também é necessário ver como é que as pessoas reagem. Trata-se de mudar de um modelo em que interrompíamos uma pessoa, para um modelo em que o melhor que podemos fazer é estabelecer ligações entre as pessoas e os assuntos que lhes interessam. Há muita gente a dizer muita coisa, mas nós temos de ser os mais relevantes. Os negócios pequenos são locais fantásticos para fazer acções no Facebook. Quando percebemos bem o nosso papel, significa que não estamos a pedir às pessoas demasiado tempo. Antes, especialmente no digital e eu próprio em empregos anteriores fazia-o, criávamos microsites onde era preciso passar uns 10 minutos. Actualmente não é, provavelmente, aquilo que a maioria dos consumidores quer. Talvez as pessoas prefiram uma interacção mais simples e menos demorada. A Lego, por exemplo, consegue fazê-lo com imagens muito bonitas que fazem as pessoas sorrir. E só precisam de quatro segundos por dia das pessoas para o conseguir. Se calhar, só vão avançar com um filme quando acharem que ganharam o direito de pedir às pessoas para lhes dedicarem mais tempo.

M&P: As marcas estão cada vez mais convencidas de que, se querem ter resultados no Facebook, têm de gastar muito dinheiro. Concorda com esta visão?

RN: Não. O nosso trabalho tem a ver com colocar a mensagem certa diante das pessoas certas. Temos de cortar nos desperdícios, perceber bem as pessoas diante das quais colocamos a nossa mensagem. Se definirmos o target de forma eficaz, estamos a maximizar o nosso orçamento. No Facebook não se trata de fazer um filme com um orçamento de milhões, mas sim de relatar uma história bonita e bem contada com fotografias ou com um vídeo de poucos segundos que faça as pessoas sorrir.

M&P: Sabemos que o futuro é mobile, mas o vídeo será o formato principal para comunicar no Facebook?

RN: O vídeo está a crescer 50 por cento. Em Junho e Julho tivemos mil milhões de visualizações diárias de vídeos. Por dia temos 700 milhões a mil milhões de acessos mobile. Aqui englobo todo o tipo de vídeos, tanto de marcas como de meios de comunicação social. É um formato em que há um engagement fantástico. Mas não é algo que funcione por si só. Tem de ser relevante para as pessoas. O que me motiva é perceber qual o target certo. Por exemplo, podemos escolher o target “mães”, mas nem todas estão interessadas em vídeos. Se calhar, essas estarão mais interessadas numa relação com a marca em que haja um benefício monetário, por exemplo, um cupão de desconto. Perceber o que quer o nosso target é algo de enorme valor. É preciso ter a humildade, por exemplo nas agências criativas, de perceber que não basta um vídeo, que é preciso apostar noutras ferramentas. Só assim se vê o retorno do investimento: pôr a mensagem certa diante das pessoas certas.

M&P: Outra buzzword da moda é o big data. Que conselhos daria a marcas mais pequenas sobre essa informação? Como pode ser usada?

RN: Estou no Facebook há quarto anos e tenho assistido ao crescimento das ferramentas, que conseguem extrair cada vez mais informação. Podemos olhar para as Insight Tools e Targeting Tools e extrair informação sobre os nossos segmentos. Temos também o produto Custom Audiencies. Trata-se de um produto de data matching, onde as empresas podem integrar as suas bases de dados de clientes com o Facebook, comunicando assim com os seus clientes através do Facebook.

M&P: Qual a fatia da área digital que uma marca deve alocar ao Facebook?

RN: Posso dizer 100 por cento? (risos) Não há um número exacto, mas devemos avaliar o tempo que as pessoas passam no digital, no mobile e no Facebook. Temos de perceber onde é que passam o seu tempo, de forma a que o investimento seja proporcional.

M&P: Como vê o Facebook nos próximos quatro ou cinco anos? Será o media mais importante do mundo?

RN: Seria um homem muito rico se soubesse dar essa resposta, mas o que vejo a acontecer é que as pessoas querem cada vez mais uma experiência relevante e personalizada. As pessoas querem, quando vão ao seu feed, informação relevante. Não querem que o conteúdo seja igual ao de outra pessoa. Isto é algo que nos levara a dar um passo em frente. É isto que permite valorizar a relação a longo prazo. O que realmente importa é a humanidade das relações. As pessoas não se ligam ao Facebook porque acham que é hora de estar nas redes sociais, ligam-se porque é uma parte daquilo que são.

Tese pioneira sobre liderança e comunicação não verbal

Aqui fica a Dissertação de Mestrado do Paulo Rodrigues, que ontem inflou o meu orgulho:

“O papel da comunicação persuasiva na liderança: bases para um modelo prático”

“20% do dinheiro gasto em turismo em Portugal é despendido nos shoppings”

HiperSuper, 17 de Novembro de 2014 por Rita Gonçalves

“20% do dinheiro gasto em turismo em Portugal é despendido nos shoppings”, revela Nuno Oliveira, director-geral do Freeport, por ocasião de um debate, dedicado ao tema ‘Retalho Moderno: fusão e narrativa’, e integrado no ciclo de conferências que António José Rousseau, está a organizar este ano, em Lisboa.

O que falta fazer para o Freeport ser ainda melhor?, perguntou o professor e cronista do HIPERSUPER. “Trazer para Portugal um conjunto de lojas de luxo para atrair os turistas estrangeiros. No final do ano, vamos angariar um conjunto de lojas de cariz premium para conquistar os estrangeiros não europeus, cujo gasto é superior” ao dos turistas do velho continente, sublinha Nuno Oliveira. E resume a história do shopping a céu aberto. O Freeport nasceu em 2004 envolto em muitas especulações e três anos mais tarde a equipa de Nuno Oliveira pega nas rédeas do maior outlet da Europa. “Decidimos logo no primeiro ano apostar na oferta de experiências para aproximar o público deste centro longínquo. Mantivémos o mesmo produto, mas aproveitámos o wall do shopping, a área que melhor controlamos, para oferecer experiências. Apostámos, por exemplo, numa exposição internacional que trouxe 100 mil pessoas ao centro, mais de 70% pela primeira vez”. A arquitectura foi o passo seguinte. “Em 2006, a cor predominante era o cinzento. Deixámos entrar a natureza no centro e este pormenor fez com que, em 2008, os visitantes reconhecessem que o outlet havia feito uma transformação radical. O que não é verdade”. O responsável considera ter um “mix de marcas premium não comparável a nível nacional” e que o caminho é agora trazer para o centro mais lojas premium para seduzir os consumidores internacionais. Se, em 2007, 2% do volume de vendas era oriundo de turistas estrangeiros não comunitários, em 2014, a cifra sobe para 20%. “Isto acontece porque temos um conjunto de lojas pouco comum e porque oferecemos experiências aos nossos visitantes”, remata Nuno Oliveira.

Lojas com personalidade

Fernando Costa é sócio-gerente do gabinente de arquitectura KTL e está no sector do retalho há mais de 20 anos. Talvez por isso, começa por caracterizar as lojas da baixa lisboeta nos anos de 1980. “Abriam às quintas-feiras à tarde, às terças de manhã e ofereciam produtos desajustados. Mas, a localização e o potencial estavam lá”. Qual a diferença em relação às lojas modernas?. “Personalidade. Um discurso comum entre a estratégia, a imagem e os colaboradores. No retalho moderno não colaboramos apenas com o dono da loja, mas com vários departamentos – marketing, manutenção, financeiro, recursos humanos, gerentes, técnicos, piscólogos, antropólogos, entre outros. É um trabalho de conjunto”. A personalidade da marca é o factor de diferenciação. “O consumidor tem de rever os seus sonhos na loja e nas marcas”. Como exemplo desta transformação dá o Mercado La Boqueria, em Barcelona, Espanha. “Este mercado tradicional soube reiventar-se há 30 anos, pela mão dos próprios lojistas e inquilinos das bancas, que souberam adaptar o sortido e a experiência de consumo dos produtos e, assim, todos os anos, conquistam mais tempo de permanência dos visitantes no mercado”. Mais um exemplo, a Apple Store de Nova Yorque, EUA. “Foi a primeira loja que proporcionou a capacidade de verdadeiramente utilizar o produto antes de comprar”. Outro exemplo, mais próximo. A Fnac. “A retalhista transformou o conceito de livrarias em Portugal e ofereceu aos portugueses pela primeira vez a possibilidade de estar o dia todo na loja a ler um livro”. Fernando Costa dá mais exemplos de lojas que através do design transformaram o negócio. A loja Tous, em Lisboa, que adquiriu “sofisticação” e “status” através de um projecto de recuperação que, “sem alterar a traça original, mudou a percepção dos consumidores em relação à marca”. A loja Hermés, em Paris, França. “Implantada dentro de uma igreja, a livraria Maastricht, adoptou novos formatos comerciais, como uma cafetaria e outros que apelam à permanência na loja”. Ou uma loja de vinhos no Brasil, um verdadeiro labirinto que termina num espaço comercial que apela à compra”. Como explica o sócio-gerente da KTL, no design a profissionalização é levada ao limite. “Há ateliers especializados apenas em lojas de aeroporto”. A Starbucks do Rossio, no coração de Lisboa, é talvez um dos projectos que deixa Fernando Costa mais orgulhoso. A rede internacional de cafetarias tem certificações de eficiência energética e ambiental que se manifestam no design da loja e permitem, por exemplo, reciclar mais de metade dos materiais utilizados no ponto de venda.

10 marcas portuguesas de moda que já estão a dar que falar

17 de Novembro de 2014 às 16:47:12, por MEIOS & PUBLICIDADE

João Jacinto Freitas (Gentleman's Journal)

Ainda imbuído do tema da 43ª edição da ModaLisboa, Legacy, queria partilhar as recentes actualizações do nosso legado no campo da moda. Temos uma narrativa e uma história na producção e design de materiais que ultimamente se têm tornado em design de moda. Conseguimos passar de uma lógica de confecção e produção para uma construção de marcas de moda: qual a diferença? Uma lógica de design de moda portuguesa é algo que engloba a confecção mas a ultrapassa e projecta um plano, uma imagem e desenvolve brand awareness. Construindo assim marcas portuguesas e lançando a marca Portugal como marca de moda e não somente mão-de-obra.

Passamos a nomear 10 marcas emergentes que merecem ser seguidas com atenção (pode ser que muitas mais existirão, mas ficamos pelas 10 que fui descobrindo no trabalho de pesquisa para o meu site):

1. D’Ornellas Boots. Desenvolveu uma gama de botas para homem e para senhora, produzidas em Portugal pela mão de artesãos altamente especializados, garantindo assim padrões elevados de qualidade e a singularidade de cada peça. A marca nasceu da vontade de Gonçalo D’Ornellas e Vasconcelos, ganadeiro em Salvaterra de Magos, que procurou o melhor e mais confortável par de botas para si. Descobriu e começou a comercializar via net e Facebook em 2012.

2. Nelson Oliveira. É um jovem designer português que foi considerado Hot New Talent 2013 pela APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos) e pela Academia de Design de Calçado CFPIC, participando com o seu trabalho numa exposição fotográfica no Portugal Fashion. Recentemente, com a sua última colecção Primavera Verão 2015, o designer recebeu em Düsseldorf o prémio GAPI Jovem Talento. A marca diferencia-se pela versatilidade e criatividade corajosa, apostando na afirmação de um estilo urbano e alternativo.

3. OceanStitch. Com o objectivo de “romper” com o que tradicionalmente se comercializa no vestuário masculino, surge a OceanStitch – Small Details From Oporto, concebendo peças orientadas (pólos, t-shirts etc) para homens urbanos, modernos, cosmopolitas, com bom gosto e que dão relevância aos pormenores. As peças reflectem um homem arrojado, divertido, trendy e atento ao que o rodeia. Foca-se no pormenor, fitting e qualidade das matérias-primas (proudly made em Portugal) – sendo este um dos pilares da marca. Esta marca nasceu em 2012 e é comercializada via internet.

4. Saccus. De desenho em desenho, protótipo em protótipo, as ideias iam nascendo e o plano de acção e posicionamento ganhava forma, até… que a Saccus nasceu. É uma marca criada em 2013 pelo designer Paulo Silveira Pereira, baseada numa ideia criativa de design contemporâneo, funcional, com peças exclusivas. A marca vai buscar a designação à palavra em latim para mala, “saccus”. Apresenta como lema “ingenium liberat animum” (a imaginação liberta o espírito), que sustenta a sua atitude jovem, livre e evolutiva. Apresenta uma colecção de malas, cintos, sapatos e algumas peças de vestuário.

5. Luís Carvalho. É um jovem designer. Participou em inúmeros concursos, em Portugal e no estrangeiro, e venceu o prémio para melhor coordenado masculino, no Acrobactic 2011. Foi voluntário na ModaLisboa, trabalhou nos ateliês de Filipe Faísca e Ricardo Preto como assistente, e geriu a loja de Lisboa de Miguel Vieira. Foi designer de moda na empresa Salsa Jeans, até decidir aventurar-se em nome próprio.

6. Najha. Foi criada por Daniela Sá em 2006, mas só em 2010 decidiu dar vida a este projecto. Inicialmente dedicou-se apenas à criação de bolsas. Mais tarde, diversificou o leque, passando a incluir calçado, cintos e chapéus. A Najha surgiu da junção de dois conceitos: moda e cortiça, conferindo uma filosofia eco-frendly. O projecto foi reconhecido pela revista de moda inglesa Drapers, em 2012, quando Daniela Sá foi nomeada para a categoria de Best Designer of the Year – Accessorie, tendo apresentado a marca e o conceito numa colecção destinada à própria revista, intitulada The Devil Wears Najha.

7. Bernardo M42. Chegou ao mercado em 2011 pela mão da fundadora e directora criativa Maria Lemos. A marca procura representar a tradição do trabalho artesão genuíno pelo seu reconhecimento a nível mundial e pela qualidade certificada de ser elaborada na região do Porto. A Always Shoes S.A. é a empresa-mãe por detrás da Bernardo M42. A Always Shoes nasceu em 1993, detendo ainda as marcas Catarina Martins e Rokin. Podemos encontrar na loja Linkstore (Embaixada no Príncipe Real).

8. Relyquia. Deseja afirmar-se como a nova marca de calçado de luxo, 100 por cento portuguesa. O legado de tradição e a mais alta manufactura artesanal, combinados com o design exclusivo e contemporâneo, permitem obter silhuetas com forte personalidade e intemporais. Todos os produtos da Relyquia são produzidos em Portugal e podem ser adquiridos via internet.

9. Retro P. É uma marca portuguesa, cheia de garra e que promete revolucionar o segmento dos óculos em Portugal. Chama-se Retro P e foi lançada pelas Ópticas do Conde Redondo, que possuem quatro lojas em Lisboa. Sete modelos de homem e de mulher já se encontram à venda. “Queremos produzir em Portugal e vender produtos portugueses. Pretendemos dar ânimo à economia nacional e provar que o que se faz cá é tão bom ou melhor do que o que se faz lá fora.” Foi com este espírito que as Ópticas do Conde Redondo resolveram abraçar o desafio, explica Hugo Frederique, porta-voz do grupo. Para a colecção, a marca inspirou-se nas linhas retro, seguindo as tendências dos designers internacionais. Foram criadas 18 armações, algumas “oversized” e com linhas marcantes. O preto e o castanho “animal print” são os tons dominantes.

10. Common Cut. O interesse demonstrado por dois amigos (Fernando Figueiredo e Frederico Rodrigues) pela moda levou-os a ter, desde cedo, o desejo de criarem uma marca própria de calçado. Os primeiros passos foram dados em Março de 2012 ao desenvolverem as primeiras peças personalizadas. Surgia assim a Common Cut, resultado de uma grande paixão pela moda e uma devoção à cultura da diferença. Reuniram ideias, conjugaram-nas e como resultado surgiu a colecção Primavera/Verão 2013, apostando também em parceiros/fornecedores nacionais, com capacidade para mil pares/dia. Também podem ser encontrados no site da marca.

Estas marcas falam da nossa capacidade e skills num mundo que aparentemente sempre relacionado com outros países como Itália ou França. A nossa imagem exterior tem de se afirmar como Portugal como um país elegante, produtor e designer da elegância explorando o nosso know-how. A estratégia passa por perder medo e um certo “reducionismo” de pensamento. Devemos pensar global e abrirmo-nos ao mercado exterior. E como fazê-lo? Reunir sinergias e perder as divisões que existem neste pequeno grande país.

Artigo de João Jacinto Freitas, director do site Gentleman’s Journal

Retrato da Distribuição Alimentar no mercado ibérico

Hiper Super, 18 de Novembro de 2014 por Rita Gonçalves

O volume de negócios da distribuição alimentar no mercado ibérico – super, hipermercados e cash&carry – vai alcançar este ano 100.300 milhões de euros, mais 1,7% face ao período homólogo.

Estas são previsões da DBK, filial da Informa D&B que pertence ao Grupo CESCE. Apesar do crescimento estimado, a pressão sobre os preços irá continuar a ameaçar os resultados das empresas de distribuição no curto prazo, o que impede uma melhoria significativa das suas margens”, indica o estudo. Em 2013, o volume de negócio alcançou 98.600 milhões de euros, mais 0,7% do que em 2012, ano em que a facturação contraiu 0,6%. Em Portugal, o volume de negócios alcançou 14.400 milhões (+0,3%) em 2013. Em Espanha, atingiu 84.200 milhões de euros (+0,8%). A tendência descendente do gasto médio por compra e o aumento do número de visitas às lojas estão a favorecer o crescimento das vendas das lojas de proximidade em detrimento do negócio gerado pelos hipermercados, indica o estudo. Desta forma, o volume de negócios dos supermercados e estabelecimentos de auto-serviço cresceu 2% em 2013 para 75.670 milhões de euros. Os hipers, por sua vez, diminuíam a facturação em 3,7% no mercado ibérico para 17.790 milhões de euros. A quebra de vendas neste tipo de estabelecimentos foi mais intensa no mercado espanhol, acentua o documento. No que diz respeito à distribuição grossista, os cash&carry têm sido “penalizados nos últimos exercícios devido à diminuição da procura por parte do sector hoteleiro”. Alcançaram no mercado ibérico vendas acumuladas 5.140 milhões de euros, menos 1,2% face a 2012. No final de 2013, operavam 34.500 estabelecimentos de distribuição alimentar em Portugal e Espanha: 590 hipermercados, dois menos que em 2012, dos quais 485 se localizam em Espanha e 105 em Portugal. “O sector observa uma notável concentração da oferta, já que as primeiras cinco empresas do mercado português geraram em conjunto 75% das vendas totais em 2013, enquanto em Espanha a quota do top 5 se situa nos 45%”. O estudo destaca ainda tendências: a ampliação da oferta comercializada sob a designação de marcas próprias, o lançamento de marcas específicas para determinadas famílias de produto e uma melhoria das secções de produtos frescos.

As grandes tendências do Marketing em 2015

As grandes tendências do Marketing em 2015

Marketeer online, 10.11.2014

O que mudará no Marketing em 2015? A revista Forbes detalha num artigo as grandes tendências que irão marcar o próximo ano. “O que é fundamental no Marketing vai manter-se”, sublinha a revista, mas, à medida que as inovações tecnológicas se instalam, é preciso mudar para atingir os objectivos de sempre. Para isso, “os marketeers precisam de antecipar as grandes tendências ou serão devorados pela concorrência”, escreve a Forbes.

As grandes tendências do Marketing para 2015:

O fim da resistência a ser transparente. As marcas terão de adoptar uma postura “radicalmente transparente”. Em 2015, “as melhores marcas não serão aquelas com as melhores narrativas, mas aquelas que irão mostrar uma imagem fiel e em tempo real do que estão a fazer em prol do consumidor”, defende a Forbes.

Os CMOs estão lá para simplificar. Eliminar os “silos” organizacionais será uma tarefa dos marketeers em 2015, integrando cada vez mais os contributos de outras áreas no seu trabalho numa abordagem holística da empresa.

Marketeers com lado tecnológico serão mais capazes de implementar estratégias de marketing digital com mais agilidade e profundidade.

Agilidade nos media sociais. O paradigma mudou. O marketeer tem de ser capaz de responder em tempo real às necessidades dos consumidores e clientes e saber aproveitar as oportunidades para promover um maior envolvimento destes com a marca.

As agências de meios ganham um novo papel, o de parceiros de negócio, à medida que a tecnologia vai ganhando mais preponderância, obrigando a uma mudança do foco dos meios para os consumidores.

Cada vez mais micro. Num mundo cada vez mais global, o marketing vai noutra direcção: cada vez mais focado na particularização. Os marketeers precisam de pensar em termos locais, muito mais personalizados. Algo que indicia uma maior descentralização dos centros de decisão.

Um novo foco na comunicação interna e na criação de “embaixadores de marca”: os marketeers não deverão ignorar os activos humanos dentro da empresa.

As grandes agências começarão um processo de desinvestimentoem actividades menos lucrativas, numa altura em que o modelo digital, que exige um investimento mais significativo em capital humano, se impõe ao modelo focado na televisão. A pressão sobre os lucros vai obrigar, segundo a Forbes, à queda de operações menos estratégicas.

Economia e marketing lado a lado na resposta a problemas de escala. “O único grande desafio que os marketeers terão de resolver é como criar escala nos conteúdos de forma económica”, considera o artigo.