Conselhos e dicas para fazer questionários (inquéritos)

O inquérito deve ter:

Título sucinto
Introdução, que deve conter:
Convite/incentivo à resposta
Explicação sucinta do tema, que seja verdadeira, mas que não informe demasiado (para não desmotivar e não fazer os inquiridos pensar demasiado antes do tempo)
Identificação do investigador e da instituição/curso
Garantia de confidencialidade e anonimato
Tempo estimado de resposta
Contacto eletrónico e telefónico do investigador

Perguntas “de aquecimento”, que devem:

Fazer uma introdução ao tema sem demasiada informação
Ser fáceis de responder
Fazer o inquirido sentir-se útil, à-vontade e estimulado

  • Exemplos:

“Conhece ou já ouviu falar de…?”

“Para si, o que é…?”

“Qual destas frases se aplica a si?”

“Alguma vez fez/pensou/disse…?”

Corpo do questionário deve:

  • Conter respostas que reúnam várias informações, por exemplo, através de tabelas
  • Conter respostas a partir de itens de listas fechadas, sem muitas opções e que devem ser ordenadas alfabética ou aleatoriamente
  • Questões do género “Diga com quais destas frases concorda”
  • Questões do género “Qual/Quais destas frases se aplicam a si”
  • Respostas abertas (dependendo do estudo)

Notas: Primeiro devem colocar-se as perguntas impessoais, deixando as perguntas personalizantes para o fim.
Deixar itens de caracterização sociodemográfica, preferencialmente, para o fim.

Exemplos práticos: Questionários guiões e grelhas.

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MAIS CONSELHOS:

Tipo de Pergunta, Descrição e Exemplos

 
DESCRIÇÃO
EXEMPLOS
Perguntas Fechadas
São aquelas cujas respostas possíveis são fixadas de antemão e o inquirido apenas selecciona a opção ou as opções (escolha múltipla), de entre as sugeridas, que mais se adequa(m) à sua situação. Há casos em que são previstas apenas as respostas “sim” ou “não” (perguntas dicotómicas). E há também casos em que as perguntas admitem um número relativamente amplo de respostas possíveis (escolha múltipla).
Este tipo de questões goza de vantagens:
  1. celeridade e facilidade na resposta;
  2. facilidade no tratamento das repostas na análise posterior.
 
Entre as desvantagens, listam-se:
  1. dificuldade em elaborar todas as respostas possíveis para uma certa pergunta, ou seja, dificuldades na exaustividade e completude;
  2. a originalidade e a diversificação de respostas não são estimuladas;
  • o indivíduo pode escolher uma opção que se aproxima da sua apreciação ou do seu caso, não sendo aquela uma representação fidedigna do real.
 
Qual acha ser o medium que informa mais rapidamente uma notícia?
  • 1) Imprensa
  • 2) Meios Digitais
  • 3) Rádio
  • 4) Televisão
 
Perguntas Abertas
Não se deparando com respostas pré-codificadas, o interrogado responde com as suas palavras. Este tipo de questão oferece as vantagens de:
  1. o inquirido gozar de total liberdade de expressão;
  2. veicular alguma originalidade;
  • dar azo à diversidade de respostas.
 
Entre as desvantagens:
  1. potencia dificuldades em organizar e categorizar as respostas avançadas;
  2. exige mais tempo na resposta;
  • os inquiridos detentores de escolarização parca podem revelar dificuldades nas respostas.
 
Em virtude das dificuldades para tabulação e análise, as perguntas deste tipo são pouco recomendadas em estudos descritivos ou explicativos. Cumprem, no entanto, um papel desbravador nos estudos exploratórios.
 
Qual a sua opinião sobre a política editorial do Diário de Notícias?
 
Perguntas Duplas, Semi-Abertas ou Semi-Fechadas
Reúnem uma pergunta fechada e outra aberta, sendo esta última frequentemente enunciada pela forma “Outro. Qual?” ou “Porquê?”.
 
A opção “Outro. Qual?” serve o propósito de, no caso de o investigador não ser completamente exaustivo nas categorias, colmatar essa falha.
 
Em que meio de comunicação social confia mais para obter informações de carácter político?
  • 1) Imprensa
  • 2) Meios digitais
  • 3) Rádio
  • 4) Televisão
  • 5) Outro
    • Qual?_________
 
Perguntas Dicotómicas
Apresentam duas opções de respostas. Admite-se a inclusão de uma terceira alternativa: “Não sei” ou “Nenhum”.
 
1) Sexo:
( ) Masculino        
( ) Feminino
 
2) Encontra o café da sua preferência em todos os lugares em que faz compras regulares?
( ) Sim   
( ) Não
 
Perguntas de Escolha Múltipla
Permitem a escolha concomitante de duas ou mais respostas.
Em que aspectos do seu dia-a-dia considera que os meios de comunicação social têm mais influência em si (escolha no máximo 3 opções)?
1) Aspectos Culturais
2) Comportamentos e/ou Atitudes
3) Comportamento nas Redes Sociais
4) Conhecimentos Gerais
5) Consumo
6) Lazer
7) Responsabilidade Social
8) Outro(s)
 
Perguntas Encadeadas
A segunda pergunta depende da resposta da primeira. Há uma sequência lógica.
 
(evitar sempre que possível)
 
É utilizador dos media digitais (blogues, jornais online, redes sociais online) como fonte noticiosa?
1) Sim
2) Não
 
Se sim[1], com que periodicidade?
1) Várias vezes por dia
2) Uma vez por dia   
3) Várias vezes por semana
4) Uma vez por semana
5) Várias vezes por mês
6) Uma vez por mês
7) Raramente
 
 
Perguntas Escalonadas
Escala de Likert
 
Geralmente, o inquirido expressa o seu grau de concordância ou discordância com afirmações.
 
“Tendencialmente, as primeiras páginas do jornal Y ostentam o critério do interesse do público em detrimento do critério do interesse público”.
( ) Discordo totalmente
( ) Discordo
( ) Nem concordo nem discordo
( ) Concordo
( ) Concordo totalmente
 
Escala de Importância
 
O inquirido classifica a importância de algum atributo.
“Para mim, o serviço de alimentação das linhas aéreas é:”
( ) Extremamente importante
( ) Muito importante
( ) Importante
( ) Não muito importante
( ) Pouco importante
( ) Nada importante
 
Escala de avaliação
 
O respondente avalia algum atributo.
“Para mim, o serviço de alimentação da companhia aérea K é:”
( ) Excelente
( ) Muito bom
( ) Bom
( ) Nem bom nem mau
( ) Mau
( ) Muito mau
( ) Péssimo
 
Perguntas com Ordem de Preferência
É dada ao inquirido a possibilidade de ordenação.
 
 
A evitar, por dificuldade de tratamento e porque não acrescenta nada de novo, desde que, em questão directa, cada um expresse a sua preferência.
Ordene de 1 a 4 os seguintes canais televisivos nacionais, sendo 1 “o que gosta mais de assistir” e 4 “o que gosta menos de assistir”.
 
1 2 3 4
RTP 1

 

RTP 2

 

SIC
TVI

 

 
Escala de Intenção de Compra
Pergunta-se ao interrogado se compraria um produto/serviço, dadas certas condições (preço, qualidade, acesso, mudanças na composição, relação preço/quantidade, entre outras).
 
Estando o café solúvel X disponível em diversos pontos de venda ao preço de 5€ a embalagem de 100g, o que faria em termos de compra?
( ) Certamente compraria   
( ) Provavelmente compraria
( ) Provavelmente não compraria    
( ) Certamente não compraria
( ) Não sei
 
[1] Situação (crivo) a evitar, sempre que possível, pois para essa questão a dimensão da amostra é diferente (menor) da dimensão original! Quando possível fundir as questões numa só. Com que periodicidade é utilizador …. Respostas: 1- Não sou utilizador; 2 – Raramente ….
 
Autora: Prof. Doutora Sónia Sebastião
 
Recomendações para a Redacção das Perguntas

  1. Não incluir uma pergunta sem ter uma ideia clara sobre a forma como utilizar a sua informação e sobre o seu contributo para os objectivos da pesquisa.

 

  1. Utilizar vocabulário preciso. Evitar palavras confusas e invulgares e termos técnicos alheios do conhecimento da população a ser inquirida.

 

  1. As perguntas devem ser formuladas de maneira clara, concreta e precisa. Daí que as perguntas devam oferecer uma única interpretação.

 

  1. As perguntas não devem influenciar/condicionar respostas.

 

  1. As perguntas devem ajustar-se às possibilidades de resposta dos sujeitos. Não devem ser concebidas perguntas difíceis de serem respondidas de forma precisa.

 

Exemplo:

- Em que idade teve sarampo?

 

É possível que o inquirido não se lembre da idade.

 

  1. Os termos devem ser precisos e claros, evitando o enviesamento de serem mal interpretados.

 

Exemplo:

- A vida na cidade é boa?

  1. ( ) Sim        2. ( ) Não

 

A que cidade se refere? À cidade no sentido geral e oposto ao meio rural/campo? A uma pequena (Machico) ou a uma grande (Lisboa / Porto) cidade? À cidade em que mora ou a outra? Atenção à possibilidade de a pergunta poder ser mal descodificada.

 

  1. Evitar perguntas negativas. Geralmente, este tipo de pergunta induz a erro fácil.

 

Exemplo:

- É partidário de não controlar a natalidade?

  1. ( ) Sim        2. ( ) Não

 

  1. As perguntas não devem estar direccionadas, nem reflectir a posição do investigador sobre certo tema ou assunto. Devem ser objectivamente formuladas de maneira a que o respondente não se sinta pressionado a dar uma resposta que julgue ser a opinião do investigador (atender à moldura teórica da Teoria da Espiral do Silêncio). As alternativas de resposta não devem ser muito categóricas, no sentido de o inquirido se sentir constrangido a decidir-se por alguma, ainda que esteja em desacordo com ela.

 

Exemplo:

- Quantas vezes por mês discute com a sua(seu) esposa(o)?

 

A pergunta está mal formulada, pois, por um lado, supõe que o respondente esteja casado; por outro, se casado, que discute com a mulher.

 

Forma mais adequada de formular a pergunta:

 

- Está casado?

  1. ( ) Sim        2. ( ) Não

 

No caso de resposta positiva:

 

- Discute com a sua(seu) esposa(o)??

  1. ( ) Sim        2. ( )  Não

 

No caso de responder sim:

 

- Com que frequência?

1 . ( ) Frequentemente        2. ( ) Ocasionalmente         3. ( ) Raramente

 

 

Não obstante, estas três questões poderiam englobar-se numa só:

 

Com que frequência discute com o seu cônjuge?

 

  1. Não discuto, pois não sou casado; 2. Raramente; 3. Ocasionalmente; 4. Frequentemente

 

  1. O investigador deve ter cuidado com a interpretação que concebe das respostas dos inquiridos.

 

Exemplo:

Com que frequência vai à missa?

  1. ( ) Não vou
  2. ( ) Uma ou duas vezes por mês
  3. ( ) Três ou quatro vezes por mês
  4. ( ) Mais de quatro vezes por mês

 

A ida à missa não reflecte a religiosidade ou crença. Fazer inferências, a partir de um facto (assistir ou não à missa), sobre as actividades religiosas ou crença de um indivíduo é uma operação que exige cautela.

 

  1. Evitar perguntas para as quais se anteveja mais de 80% de respostas retidas numa única categoria.

 

Exemplo: 

  • Nível de escolaridade do pai

 

Frequência Relativa

  • Ensino Primário

10%

  • Ensino Secundário

5%

  • Ensino Superior

85%

_____________

100%

 

Não há uma variabilidade, pois a maioria dos casos optou pela categoria “Ensino Superior”. Tem-se, portanto, uma constante. Que fazer para se obter uma informação mais útil e que permita comparabilidade? Uma solução é suprimir a pergunta, pois a informação não aponta novidade.

 

Outra solução é reformular a pergunta, desdobrando-a:

  • Nível de escolaridade do pai

 

Frequência Relativa

  • Ensino Primário

10%

  • Ensino Secundário

5%

  • Licenciatura

40%

  • Mestrado

30%

  • Doutoramento

15%

_____________

100%

 

  1. As respostas “Outros” e “Não sabe” integradas nas perguntas fechadas: se muitos responderem a estas categorias, a pergunta deve ser reformulada ou as alternativas modificadas (verificar-se no pré-teste):

- Que programas de televisão prefere?

 

Frequência Relativa

  • Noticiários

10%

  • Desportivos

15%

  • Humorísticos

20%

  • Outros

55%

_____________

100%

 

Deve acrescentar-se outras categorias, como: telenovelas, séries policiais, filmes, entre outras.

 

No questionário definitivo, a categoria “Outros” deve estar reduzida a uma frequência relativa mínima:
- Que planos de residência tem para 2020?

 

Frequência Relativa

  • Permanecer na mesma residência

20%

  • Mudar de residência

10%

  • Não sabe

70%

_____________

100%

 

A pergunta deve ser reformulada: é demasiado precoce exigir que se saiba o que se vai fazer daqui a alguns anos.

 

 

Figura 54 Recomendações para a Disposição das Perguntas

  1. A preocupação básica: montar o questionário de modo a formar um instrumento facilmente aplicável.

 

  1. Para isso, existem normas concretas que podem auxiliar na colecta de dados e, posteriormente, na análise da informação.

No questionário, há dois aspectos relevantes a serem considerados:

 

(a) a distinção entre secções temáticas, perguntas, respostas e instruções:

 

Recomenda-se a seguinte distinção tipográfica:

  • secções: com letras maiúsculas, a negrito e enumeradas;
  • perguntas: enumeradas;
  • respostas: enumeradas;
  • e instruções: entre parênteses.

 

Exemplo:

 

  1. INFLUÊNCIA DOS MEDIA

 

  1. Numa escala de 1 a 5, sendo que 1 corresponde a “nenhuma influência” e 5 a “total influência”, como avalia a influência dos meios de comunicação social em si?

1) 1 (Passe para a questão 9.)

2) 2

3) 3

4) 4

5) 5

 

 

(b) a ordem das perguntas:

 

Trata-se de um problema de ordem dinâmica. Qualquer colecta de dados, escrita ou oral, é um processo de interacção. Portanto, deve-se procurar uma ordem de perguntas que a facilite. Assim, não convém transitar bruscamente de um tema para outro.

Não convém fazer e refazer a pergunta em diferentes partes do questionário, a não ser que se trate de uma matéria-cerne e o investigador careça de confirmar a coerência do inquirido encapsulada nas respostas a perguntas similares.

O inquirido deve ter em mente que a colecta de dados deve sugerir uma conversa entre dois interlocutores que visam solucionar um problema. Portanto, as normas de uma conversa desse tipo devem ser respeitadas (etiqueta e educação).

 

  1. Sugestões para organizar a ordem do questionário:

 

(1) Introduzir o questionário com perguntas que não desencadeiam complexidade de compreensão ou com perguntas de aproximação ao tema central.

 

Exemplos:

 

. 1. Acha que os media têm uma rápida capacidade de reacção para cobrir um dado acontecimento?

1) Sim

2) Não

 

(2) Em continuação, incluir perguntas sobre a problemática, mas em termos genéricos.

 

Exemplo:

Se o questionário se refere a factores que intervêm no aproveitamento escolar, deve incluir-se perguntas de opinião sobre a escola, os professores, os conteúdos programáticos, entre outras.

 

(3) Como passo subsequente, incluir perguntas que componham o núcleo do questionário, as mais complexas, opinativas ou emocionais. De facto, supõe-se que o inquirido esteja num estado de ânimo benigno a esse tipo de perguntas.

 

(4) Na parte final, incluem-se perguntas mais acessíveis que possam proporcionar ao questionador e questionado uma situação de descontracção e aligeiramento (por exemplo: questões de caracterização sociodemográfica). É pertinente admitir, como última pergunta, uma que permita ao inquirido exprimir as suas apreciações acerca do processo de colecta de dados. Este tipo de pergunta permite avalizar o questionário e o processo de inquirição.

 

Regra de Ouro:

Tal como num diálogo, primeiro efectua-se a aproximação gradual ao tema. Depois, insere-se o tema central. Quando este tiver sido discutido suficiente e adequadamente, não se finda em brusquidão, mas sim com uma conversa genérica e ligeira.

 

  1. Pesquisas demonstram a ocorrência de contágio das respostas. Por essa razão, torna-se conveniente dispersar perguntas susceptíveis de padecer deste problema.

 

  1. Têm sido observados problemas decorrentes de mudanças bruscas do tema. Para evitá-los, torna-se conveniente marcar nitidamente uma pausa e preparar a fase seguinte, fornecendo as explicações e/ou a introdução e/ou a delimitação necessária(s).

 

Autora: Prof. Doutora Sónia Sebastião

Bons trabalhos de Marketing, Pesquisa de Marketing, Consumo e Comunicação

Sobre_o_Projecto

O projecto (IN)COMUM apresenta-se neste website destinado aos profissionais, aprendizes e interessados em Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Estudos do Consumidor. Elaborado por alunos da licenciatura em Ciências da Comunicação e do Mestrado em Comunicação Social do ISCSP-ULisboa, visa fazer a ponte entre alunos e mercado de trabalho, fomentando a aplicação prática e a divulgação de conhecimentos, reflexões e inovações desenvolvidos no âmbito dos nossos diversos projectos académicos.

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NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÉMICOS EM CC NO ISCSP

«As redes sociais receberam atenção a mais dos marketeers»

Upload Lisboa 2014 regressa no próximo dia 4 de Outubro para apresentar e debater as mais recentes tendências do Marketing Digital. O evento, do qual a Marketeer é media partner, irá decorrer no Auditório da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS). Estratégia Digital, Real Time Marketing, Social Media, Gestão de Crises, Big Data e Content Marketing serão alguns dos temas em destaque nesta 5.ª edição do Upload Lisboa, evento que se destina sobretudo aos profissionais das áreas do marketing digital e comunicação online.O evento tem já lotação esgotada, mas os interessados poderão acompanhar as conferências, ao longo de todo o dia, via livestreaming através do website do Upload Lisboa (www.uploadlisboa.com). O evento contará com a presença de Julian Cole (head of Communications Planning na Bartle Bogle Hegarty NY), Pedro Janela (fundador e CEO do WYgroup), Amber Horsburgh (estratega digital na Big Spaceship), Stephen Waddington (director europeu da área Digital e Social Media da Ketchum), Parry Malm (fundador da Howling Mad), Molly Flatt (word of mouth evangelist na 1000heads), Kwame Ferreira (director da Kwamecorp), Luís Serra (head of Strategy da comOn) e Ricardo Nunes (head of Social Media na Mindshare Lisboa).

A poucos dias do Upload Lisboa 2014, Julian Cole deu uma entrevista à Marketeer onde alerta que as as bases do marketing digital, como os banners e o CRM [Customer Relationship Management], «estão a ser ignoradas» pela maioria das marcas. «Creio que as redes sociais receberam atenção a mais e têm tido dificuldade em criar resultados para várias marcas», sublinha o responsável.

Na edição deste ano do Upload Lisboa, irá falar sobre Estratégia Digital. Na sua opinião, quais as maiores tendências actuais nesta área?
A maior tendência que notei é que o mercado está a começar a estabilizar e os marketeers podem finalmente acompanhar a inovação que tem ocorrido nos últimos oito anos. Creio que entre 2008 a 2012 estivemos num estado de enchente, com muitas plataformas novas a entrarem em cena, e sinto que os últimos dois anos têm sido mais calmos em termos de grandes inovações.

Existem grandes oportunidades no canal digital às quais as marcas devem prestar mais atenção do que o fazem actualmente?
As bases estão a ser ignoradas, eu prestaria mais atenção aos banners e ao CRM [Customer Relationship Management]. Creio que as redes sociais receberam atenção a mais e têm tido dificuldade em criar resultados para várias marcas.

Como devem as marcas conciliar os media digitais e os media tradicionais nas suas estratégias de marketing?
Tudo acaba por voltar ao consumidor, como este está a passar pelo processo de compra. A marca deve investir onde tem mais dificuldade em converter clientes ou onde os está a perder. Se a resposta está nos canais digitais, então invista-se nesses canais.

Quais as grandes diferenças entre desenvolver um plano de comunicações totalmente digital e um plano que envolva meios digitais e tradicionais?
Muitas vezes é muito mais fácil desenvolver um plano digital porque podemos analisar tudo e criar um ecossistema onde vemos o consumidor passar de touchpoint para touchpoint. Quando está tudo misturado é muito mais difícil avaliar e analisar.

O que é mais importante a ter em conta numa campanha digital?
Definir antecipadamente as métricas e salientar a importância dos banners para estimular o movimento.

Como director de Communications Planning na Bartle Bogle Hegarty NY teve a oportunidade de liderar o plano de comunicações geral para o lançamento da PlayStation 4. Quais as maiores dificuldades numa tarefa deste tamanho?
A maior dificuldade foi compreender o ecossistema geral da marca. É um ecossistema tão profundo, tem um público realmente veemente e muito vocal online. A outra dificuldade é que tudo se move à velocidade da luz. Gostaria de ter tido mais tempo para aperfeiçoar ou aproveitar certas partes da campanha.

Nos primeiros dois meses, a Sony vendeu 2,1 milhões de PlayStations 4, tornando-se o maior lançamento da história dos videojogos, apesar da concorrência (Xbox One). Qual o papel da estratégia de comunicação na obtenção de tal resultado?
O meu papel foi apoiar a organização de toda a actividade da campanha. Ajudou a percebermos onde deveríamos gastar mais a nossa energia criativa. Contudo, foi um enorme esforço em equipa, várias pessoas envolvidas asseguraram-se de que seria um sucesso.

Fonte: Marketeer online, 30.09.2014

Product placement em música: já se pode promover marcas nos videoclips

Já se pode promover marcas nos videoclips

A partir de agora vai ser possível introduzir marcas nos vídeos de música. A jogada é da Universal Music que vai permitir que as agências de publicidade promovam produtos junto de audiências específicas. A Universal recorre, assim, à startup tecnológica MirriAd que desenvolveu uma solução para inserir marcas nos vídeos de música, mesmo depois das filmagens terminadas. Assim, pode-se inserir diferentes marcas no mesmo vídeo dirgidas a um público-alvo. A Havas Media Network, que trabalha marcas como LG e Coca-Cola, junta-se à discográfica, sendo a primeira agência a aderir ao serviço. Com esta tecnologia os interesses dos artistas e das marcas estão alinhados enquanto a discográfica se foca em apresentar aos fãs uma experiência musical completa, diz a Universal ao Marketing Magazine. Através de tecnologias inovadoras, como a MirriAd, e agências globais como a Havas, a Universal Music pode oferecer aos artistas mais oportunidades de gerar receitas a partir dos vídeos musicais, acrescenta.

Ler mais: http://www.briefing.pt/marketing/31002-ja-se-pode-promover-marcas-nos-videoclips.html#ixzz3Et7vEke6

Fonte: Briefing, terça, 30 setembro 2014 12:08

As inovações devem “resolver as carências e frustações” dos consumidores

22 de Setembro de 2014 por Rita Gonçalves, Hiper Super

Um total de 76% dos novos lançamentos no grande consumo fracassam no primeiro ano de vida, segundo um estudo da Nielsen. “Dois terços das novidades analisadas no mercado europeu nem sequer ultrapassam as 10.000 unidades vendidas”, revela um comunicado da consultora. A principal razão do fracasso é não resolver uma necessidade ou frustração do consumidor, cada vez mais exigente com as novidades. “Os grandes inovadores fazem perguntas impossíveis”. Estas foram as palavras utilizadas pelo executivo Geoff Tanner para indicar qual a principal solução apontada pela consultora Nielsen para que um novo produto tenha sucesso: resolver as carências e as frustrações dos consumidores. Mas, as empresas não parecem estar ainda muito atentas a esta máxima, já que 76% dos novos lançamentos no grande consumo fracassam ao cumprir o seu primeiro ano de vida, de acordo com o Breakthrough Innovation Report, da Nielsen.

O estudo revela, após uma análise a 12.000 produtos de grande consumo lançados desde 2011, que dois terços não chegam sequer a ultrapassar as 10.000 unidades vendidas, um volume bastante reduzido se for tido como referência um mercado como o português e o espanhol, com quase 59 milhões de potenciais consumidores. Mas, o estudo vai mais além e, ao identificar as novidades que obtêm uma maior repercussão social e mediática, o número de casos diminui substancialmente, dadas as condições que têm de cumprir: desmarcar-se claramente da concorrência, ultrapassar os dez milhões de euros em vendas no primeiro ano e manter 85% das vendas no segundo ano. Embora possa parecer fácil, apenas 24% dos produtos consegue manter as vendas durante pelo menos doze meses. Por esta razão, a empresa de consultoria especialista em inovação e estudos de mercado, considera que a razão do sucesso não é fruto do mero acaso e resulta sim do facto de possuir quatro princípios que devem configurar o ADN de qualquer inovação de ruptura. O primeiro é aquele que tenta colmatar uma carência ou frustração do consumidor, fornecendo-lhe soluções (conseguir a novidade oportuna). Em segundo lugar, o produto deve conquistar relevância, tendo para isso de sobressair entre os restantes do mercado (tentar que a novidade seja bem conseguida). No entanto, tudo o que aqui foi dito, de nada serve se não for levada a cabo uma estratégia criativa de marketing e que, simultaneamente dê valor à forma como surge a novidade (obter uma estratégia de ativação apropriada). Por último, o sucesso virá também marcado pelo apoio de uma equipa e de uma organização perfeitamente sintonizadas em todas as fases do projeto (definitivamente, uma cultura que envolva todos os departamentos), conclui a consultora.

Livro Marketing para Estudantes de Comunicação

Este Manual resulta da experiência académica e profissional de uma equipa de docentes, investigadores e marketeers com ligação ao ISCSP. O seu objectivo principal é ajudar os estudantes de Comunicação a perspectivar o Marketing como um conjunto de instrumentos e técnicas para resolver problemas, desenvolver projectos, tomar decisões e assumir riscos. A sua utilidade reside particularmente na procura de conhecimento sobre as audiências e públicos de consumidores, para aplicar nas orientações e decisões relativamente a conteúdos e formatos das mensagens veiculadas (sejam estas com intuitos noticiosos, institucionais ou comerciais).
O livro é fundamental para as disciplinas de Pesquisa de Marketing, Marketing e Pesquisa e Avaliação em Comunicação Estratégica, bem como para os estudantes que pretendam desenvolver teses sobre estas áreas temáticas. Inclui abundantes exemplos, resolução de testes e casos práticos (case-studies).

Coordenação de Raquel Barbosa Ribeiro. Autores: Ana Luísa Reis, Caterina Foa´, Paulo Farias Rodrigues, Sónia Pedro Sebastião e Sofia Alves. Colaboradores: André Pacheco, João Santos Pereira, Manuela Pinto, Mariana Santos, Riddhi Jamnadas.

Para encomendar: http://causadasregras.com/?post_type=product