As inovações devem “resolver as carências e frustações” dos consumidores

22 de Setembro de 2014 por Rita Gonçalves, Hiper Super

Um total de 76% dos novos lançamentos no grande consumo fracassam no primeiro ano de vida, segundo um estudo da Nielsen. “Dois terços das novidades analisadas no mercado europeu nem sequer ultrapassam as 10.000 unidades vendidas”, revela um comunicado da consultora. A principal razão do fracasso é não resolver uma necessidade ou frustração do consumidor, cada vez mais exigente com as novidades. “Os grandes inovadores fazem perguntas impossíveis”. Estas foram as palavras utilizadas pelo executivo Geoff Tanner para indicar qual a principal solução apontada pela consultora Nielsen para que um novo produto tenha sucesso: resolver as carências e as frustrações dos consumidores. Mas, as empresas não parecem estar ainda muito atentas a esta máxima, já que 76% dos novos lançamentos no grande consumo fracassam ao cumprir o seu primeiro ano de vida, de acordo com o Breakthrough Innovation Report, da Nielsen.

O estudo revela, após uma análise a 12.000 produtos de grande consumo lançados desde 2011, que dois terços não chegam sequer a ultrapassar as 10.000 unidades vendidas, um volume bastante reduzido se for tido como referência um mercado como o português e o espanhol, com quase 59 milhões de potenciais consumidores. Mas, o estudo vai mais além e, ao identificar as novidades que obtêm uma maior repercussão social e mediática, o número de casos diminui substancialmente, dadas as condições que têm de cumprir: desmarcar-se claramente da concorrência, ultrapassar os dez milhões de euros em vendas no primeiro ano e manter 85% das vendas no segundo ano. Embora possa parecer fácil, apenas 24% dos produtos consegue manter as vendas durante pelo menos doze meses. Por esta razão, a empresa de consultoria especialista em inovação e estudos de mercado, considera que a razão do sucesso não é fruto do mero acaso e resulta sim do facto de possuir quatro princípios que devem configurar o ADN de qualquer inovação de ruptura. O primeiro é aquele que tenta colmatar uma carência ou frustração do consumidor, fornecendo-lhe soluções (conseguir a novidade oportuna). Em segundo lugar, o produto deve conquistar relevância, tendo para isso de sobressair entre os restantes do mercado (tentar que a novidade seja bem conseguida). No entanto, tudo o que aqui foi dito, de nada serve se não for levada a cabo uma estratégia criativa de marketing e que, simultaneamente dê valor à forma como surge a novidade (obter uma estratégia de ativação apropriada). Por último, o sucesso virá também marcado pelo apoio de uma equipa e de uma organização perfeitamente sintonizadas em todas as fases do projeto (definitivamente, uma cultura que envolva todos os departamentos), conclui a consultora.

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