A insustentável leveza das promoções

HiperSuper, 11 de Novembro de 2014 por Rita Gonçalves

Em dois anos, o peso das promoções no total das vendas a retalho alcançou mais de dez pontos percentuais, revelou Luís Moutinho, CEO da Sonae MC, por ocasião do II Congresso Nacional da GS1Portugal: (de)coding the future together, que reuniu em Lisboa mais de 400 responsáveis do retalho e da produção.

“O mercado encarregar-se-à de auto-regular e encontrar valor. É acreditar no caminho da targetização das promoções. As promoções vão ser cada vez mais personalizadas, mesmo na visão omnicanal. Os diferentes canais não têm de ter o mesmo tipo de promoção. Ver as promoções numa base genérica é insustentável”.  Jacques Reber, director-geral da Nestlé, acrescenta que é “preciso encontrar soluções que tragam valor ao mercado e não o destruam. Há uma inflação das promoções em Portugal e na Europa. Penso não ser um bom caminho para desenvolver o negócio. Falta inovação a este mercado para evitar promoções que destruam valor. Isto também é falta de imaginação dos markteers. É preciso encontrar novas formas de promocionar os produtos”.

Clínicas nos hipermercados

A instalação de clínicas junto de hipermercados em Portugal pelos operadores da Distribuição Moderna saltou para a discussão pela mão da plateia. “Seguir as tendências do consumidor, ou mesmo antecipá-las, é o que o retalho faz de uma forma geral. As lojas deixaram de vender umas coisas para passarem a vender outras”, sublinha Luis Moutinho, acrescentando que o “e-commerce não deve ser visto de uma forma explosiva porque as pessoas querem serviços, a personalização do atendimento. Se há uma preocupação de outros sectores, então as entidades reguladadoras que resolvam. O retalho vai tentar aproveitar ao máximo as oportunidades de prestar novos serviços. Somos nós que se nada fizermos vamos matar as lojas físicas”. A Ordem dos Médicos emitiu recentemente um comunicado, onde dá conta que vai pedir esclarecimentos à Entidade Reguladora da Saúde e à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo sobre as condições de licenciamento da Clínica do Centro, um espaço do Grupo Auchan junto ao Jumbo de Almada, onde, segundo o Público, um enfermeiro atende doentes sem marcação, entre as 10 e as 24 horas, com um custo de 30 euros.

QUEM DISSE O QUÊ

“A partilha de dados fiáveis nos canais físicos e digitais é, hoje, uma questão determinante para a reputação e a credibilidade das marcas junto dos consumidores. Permite, além disso, gerar eficiências ao longo de toda a cadeia de valor, que acabam por se traduzir em custos mais baixos para o consumidor”

“Da mesma forma que os códigos de barras tradicionais ajudaram a afirmar a Distribuição Moderna em Portugal, as novas soluções de codificação desmaterializadas podem ajudar a replicar em outros sectores a experiência de 40 anos de eficiência e rastreabilidade do retalho”

João de Castro Guimarães, Director-Executivo da GS1 Portugal

“O consumidor tem de intervir na ligação entre o produtor e o retalhista”,

Rolando Borges Martins, Sogrape

“A informação ao consumidor é o nosso compromisso não só nas embalagens mas nos sites”

Jacques Reber, director-geral da Nestlé

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