Tendências para o marketing de conteúdos em 2015: Personalização

9 de Fevereiro de 2015 por Ana Catarina Monteiro, HiperSuper

2014 chegou ao fim e interessa agora perceber quais as mudanças esperadas para o comércio no novo ano. A arte de comunicar com os futuros clientes, sem demonstrar ansiedade em vender, vai estar em destaque em 2015.

Para atender às exigências do mercado moderno, a aposta está na criação e distribuição de conteúdo relevante e valioso, que é precisamente o que faz o marketing de conteúdos. As operações atraem e envolvem um determinado público-alvo, do qual se conhece a forma de pensar e agir, além dos gostos, interesses e estilo de vida. O Fórum Marketing de Conteúdos previu a actividade de mercado que se vai desenrolar ao longo do ano, com o objectivo de levar o consumidor à acção e fazer com que as empresas adquiram um cliente rentável. Muitas são as tendências, catalogadas por seis grandes pontos de interesse: medição, tecnologia, distribuição, personalização, cadeia de abastecimento e estrutura organizacional.

O HIPERSUPER desenvolveu cada um destes temas, que tem vindo a apresentar diariamente. Divulgados foram já os pontos relativos à medição, tecnologia e distribuição (de conteúdos), seguindo-se agora a personalização. Conheça as especificidades da tendência em baixo.

Adequação e conveniência da informação a cada pessoa marcam o marketing do futuro

O Marketing de conteúdos começa na personalização em 2015. O objectivo é fazer chegar um certo conteúdo à pessoa correcta, nos tempo, espaço e formato mais convenientes. De acordo com o estudo “Digital Roadblock: Marketers Struggle to Reinvent Themselves”, a personalização é a primeira capacidade do marketing no futuro. As empresas que “oferecerem experiências personalizadas aos consumidores vão conseguir mais receitas”, desempenhando performances mais competitivas, garante a Adobe. “A comunicação de pessoa para pessoa vai dominar este ano. Operadoras B2C (business to consumer), como a empresa que oferece televisão via internet Netflix, a Amazon ou o Facebook, e outras B2B (business to business), estão a impulsionar as expectativas do consumidor, de forma a que se comprometam mais com as marcas, a um nível personalizado”, relatou Steven Cook, Fundador da plataforma FortuneCMO.com. Brian Honigman, Consultor de Marketing da Honigman Media, afina pelo mesmo diapasão. Em declarações à Forbes sublinhou que “aqueles que não optimizarem constantemente os seus conteúdos ao longo das várias plataformas, atendendo às especificidades de cada comunidade e plataforma e transmitindo uma mensagem consistente da marca, vão-se perder no futuro”. O consultor considera que interessa às empresas “assegurarem que um pedaço do que produzem mora em cada canal, num formato que garanta maior visibilidade possível, de forma a que a empresa consiga agir mais rapidamente e repetir mais resultados”. A personalização parte do conhecimento de cada consumidor. As características humanas passam a estar em destaque no apelo à compra. Os conteúdos de cariz emocional são assim uma tendência, como também a interactividade. “Os orçamentos vão estar virados para a criatividade destinada à promoção, vamos assistir ao retorno do email e à elevação do interactivo”, disse Doug Kessler, Director Criativo da Velocity Partners. A mesma opinião tem Pam Didner, Autor da Global Content Marketing. “A maior transformação ocorre nos técnicos de marketing, que voltam às origens ao terem que avaliar as audiências em cada segmento e determinar o que funciona e o que não”. As marcas têm que finalmente aceitar que perguntar aos consumidores como é que querem ser abordados é a melhor forma de os conhecerem. Há ainda quem sugira que para uma maior aproximação do público, em termos de personalidade, o nível de conhecimento e relacionamento com a equipa de trabalhadores de uma empresa é fundamental. Por isso, Jay Baer, Fundador da Convince & Convert, considera que “2015 é o ano dos conteúdos corporativos”. Frente à necessidade de produzirem mais e mais conteúdos, a resposta das empresas está na “descentralização da produção de conteúdos”, que deixa de ser feita apenas pelos especialistas em marketing. “Como a produção de conteúdos depende de uma perspectiva de utilizador, as iniciativas dentro da empresa expandem a estratégia”.

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