Consumo dos portugueses fora do lar

HiperSuper, Por a 15 de Setembro de 2016 as 17:47

Por a 15 de Setembro de 2016 as 17:47
Nielsen

Um total de 23% dos portugueses fazem refeições fora de casa pelo menos uma vez por semana e 15% recorrem ao take away ou entregas ao domicílio com a mesma frequência, segundo o relatório Global Out-of-Home Dining Survey, recentemente desenvolvido pela Nielsen. Os resultados estão em linha com a média europeia.

“Os portugueses têm se mostrado disponíveis, caso lhes sobre algum dinheiro após as despesas habituais, para o gastar em entretenimento fora do lar”, sublinha Jorge Macôr de Brito, Retailer Services Associate Manager da Nielsen.

A média mundial indica que cerca de metade da população opta por fazer uma refeição fora de casa pelo menos uma vez por semana. Os consumidores das regiões Ásia-Pacífico e América do Norte são especialmente adeptos deste tipo de refeições.

tipoderefeicaoNo que diz respeito ao tipo de refeições praticada fora de casa, os portugueses, em conformidade com a média europeia, preferem o jantar (68%). Esta “é uma ótima notícia para Portugal, uma vez que o ticket médio de jantar é superior ao de almoço”. Estónia, Eslováquia, Eslovénia, França, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa e Rússia, são alguns dos países que optam com maior frequência por almoçar fora de casa. O almoço e o jantar são, comparativamente ao pequeno-almoço, as refeições mais escolhidas a nível global para fazer fora do lar. Nos últimos seis meses, os portugueses optaram essencialmente por restaurantes casuais (63%), restaurantes de refeições rápidas/fast-food (58%), cafés (41%) e restaurantes formais (33%), seguindo também a tendência da média europeia.fatoresdedecisao

A existência de preços razoáveis é o fator que os consumidores portugueses mais consideram na escolha de um restaurante ou outro estabelecimento de refeições (68%), seguindo-se a qualidade (43%) e o serviço (23%). Estas características também são valorizadas pela média dos consumidores europeus, embora em escalas mais reduzidas (60%, 36% e 17%, respetivamente). “Também na restauração a realidade digital é sinónimo de modernização e aproximação com os clientes. Na realidade, existem atualmente sites em que os consumidores podem consultar os fatores anteriormente referidos para a tomada de decisão, sendo por isso importante, cada vez mais, a referenciação dos restaurantes nesses ‘locais’. Por outro lado, o acompanhamento online das opiniões dos clientes é já uma ferramenta de gestão muito importante nomeadamente no que concerne a ameaças com o serviço, a qualidade, entre outros”, dá conta Jorge Macôr de Brito.

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