Turismo e viagens: tendências para o(s) próximo(s) ano(s)

Por Mara Gonçalves, Fugas Público

27.12.2016

Algumas têm surgido nos últimos anos e prevê-se que ganhem novo fôlego em 2017, outras são consequência das movimentações dos últimos meses na indústria do turismo e que podem ter um impacto já no próximo ano ou continuarem em crescendo num futuro a médio prazo.

Turismo sustentável e responsável

As Nações Unidas declararam 2017 como o Ano Internacional para o Desenvolvimento do Turismo Sustentável, com um programa de iniciativas a decorrer um pouco por todo o mundo ao longo do próximo ano. O objectivo da organização é promover “uma mudança nas políticas públicas, nas práticas empresariais e no comportamento dos consumidores” a nível global, de forma a tornar o sector turístico mais sustentável.

Para o equilíbrio da balança pesam não só as preocupações crescentes com o meio ambiente e as alterações climáticas, mas também a consciencialização do papel do turismo num crescimento económico local sustentável e inclusivo, que estimule a criação de emprego e a redução da pobreza nos destinos, assim como o respeito pela diversidade cultural, pelo património, pelas tradições e pelos animais.

A este respeito, é de recordar a decisão inédita da TripAdvisor, anunciada em Outubro, de “descontinuar a venda de bilhetes para experiências turísticas específicas durante as quais os viajantes entrem em contacto físico com animais selvagens e espécies ameaçadas que estejam em cativeiro”. Também o actor Leonardo DiCaprio anunciou em Novembro que irá transformar a sua ilha privada no Belize num eco-resort – isto dias depois de lançar um documentário sobre as consequências do aquecimento global e das alterações climáticas, Antes do Dilúvio.

Nos próximos anos, a sustentabilidade no sector do turismo deverá manter-se uma preocupação crescente entre empresas turísticas e hoteleiras, com o surgimento de cada vez mais programas e equipamentos ecológicos, mas também entre os viajantes, enquanto factor decisivo na escolha do destino, do alojamento, dos restaurantes, dos transportes utilizados ou das actividades reservadas.

Gigantes das reservas online maiores e mais diversificadas

Não se adivinham tempos fáceis para as agências de viagens tradicionais. Enquanto a quantidade de informações e ferramentas disponibilizadas online continua a dar maior independência aos viajantes (ler mais em baixo), as plataformas de reservas digitais têm cada vez mais o pé no sector (e, em breve, provavelmente o corpo todo). Entre aquisições de empresas mais pequenas, parcerias com outros grupos de peso e crescente diversificação da oferta, os gigantes online do turismo têm ramos cada vez mais frondosos e robustos.

A Airbnb, por exemplo, deixou de ser apenas uma plataforma de reservas de alojamento temporário entre particulares, para oferecer pacotes de actividades e de experiências organizados por habitantes locais, guias e listas de recomendações. Em breve, nascem pelo menos mais dois galhos neste enxerto em franca produção: reserva de voos e outros serviços.

Depois de ter adquirido a plataforma Viator em 2014, também a TripAdvisor converteu-se este ano num portal de planificação e reserva de viagens. Além de partilhar milhões de comentários e opiniões de utilizadores sobre empresas e actividades turísticas em todo o mundo, agora também permite encontrar voos e reservar actividades e alojamento em casas de férias e em cada vez mais hotéis (este ano, firmou mais uma parceria neste campo, desta vez com a Expedia, empresa-mãe da TripAdvisor até 2011).Já a Ryanair lançou o Rooms, um novo serviço de alojamento económico, numa parceria com a plataforma Booking.com e entrou no mercado dos operadores turísticos, passando a oferecer pacotes com voos e alojamento incluídos.

Viajar de forma independente e sozinho (e, cada vez mais, sozinhas)

Um estudo feito recentemente pela BookYogaRetreats.com concluiu que 51% dos mais de 300 inquiridos estão a planear viajar sozinhos nas próximas férias. A percentagem aumenta substancialmente entre os alemães (80%), britânicos (69%) e canadianos (67%) – mas a tendência parece estar a ganhar adeptos em todo o mundo.

Sem surpresas, a grande maioria dos inquiridos revelou ainda que vai programar a viagem e fazer as reservas necessárias de forma independente. Apenas 6,25% prevê recorrer a uma agência de viagens em 2017.

Entre as previsões divulgadas por vários media no sector das viagens está ainda o aumento do número de mulheres a viajar sozinhas. De acordo com a Lonely Planet, um estudo recente revelou que o número de empresas de viagens destinadas exclusivamente ao mercado feminino aumentou 230% nos últimos anos. Segundo o relatório de tendências de viagem deste ano do Euromonitor International, a Índia é um dos países onde o fenómeno tem ganho mais expressão, “suportado por iniciativas governamentais e start-ups focadas nas mulheres”.

Viajar sem bagagem

Deixar a mala em casa e alugar roupa e outros pequenos produtos no destino é outra das tendências detectadas pelo Euromonitor International, com popularidade crescente entre os jovens. De acordo com o estudo, há cada vez mais hotéis e marcas de moda a criar parcerias para corresponder à procura e start-ups a surgir neste mercado. Uma delas é a UnPack, que promete entregar uma mala com roupas, acessórios e artigos de higiene directamente no hotel. Depois da entrada nos sectores do alojamento e dos transportes, a economia partilhada parece continuar a expandir-se a outras áreas do turismo e das viagens.

Microaventuras

À medida que as viagens se vão tornando uma parte imprescindível do estilo de vida de uma fatia cada vez maior da população, também as microaventuras vão ganhando mais adeptos entre os europeus. Pelo menos é essa outra das conclusões do Euromonitor International: sem tempo para tirar muitos dias seguidos de férias, os europeus estão a procurar “escapadelas curtas mas aventureiras”.

E há cada vez mais empresas a ter isso em conta. A easyJet, por exemplo, lançou várias campanhas com aventura no ADN para destinos europeus, tanto em cidades como nos arredores, numa alternativa às clássicas escapadelas citadinas.

Também este ano surgiram em Portugal duas empresas que comercializam pacotes de viagens cujo destino é surpresa para o cliente até à véspera da partida e que têm, precisamente, como premissa devolver emoção e aventura às viagens.

Mais voos low cost na Europa

À medida que as companhias aéreas fecham os planos para 2017, sucedem-se anúncios de novas rotas em Portugal no próximo Verão. Só o Porto conta com pelo menos mais três ligações oferecidas por companhias diferentes: Amesterdão (KLM), Paris (Air France) e Dublin (Aer Lingus). Mas há mais e mais, sem contar com aquelas que sempre nos vão escapando.

A somar às novas rotas, há ainda uma companhia área low cost prestes a surgir na Europa. Ainda não tem nome nem data de nascimento (as previsões apontam apenas para “Abril de 2017”), mas sabe-se que tem pais com experiência no sector (Etihad e TUI), que a maternidade ficará em Viena, que terá casa em vários aeroportos austríacos, alemães e suíços, e que dará os primeiros passos em destinos como a Grécia, ilhas Baleares e Canárias e Espanha continental. Quanto a Portugal, saberemos em breve.

Para breve está também a oferta de lugares gratuitos na Ryanair. O prognóstico feito pelo director-executivo da companhia aérea low cost caiu que nem uma bomba de marketing na conferência da Associação de Operadores de Aeroportos, que se realizou em Londres no final de Novembro. Na “visão” de Michael O’Leary, começarão a existir tarifas gratuitas “nos próximos cinco a 10 anos”.

Voos de longo curso mais rápidos e sem escalas

A Boom Techonolgy apresentou em Novembro o primeiro protótipo do XB-1, o avião supersónico que a norte-americana está a desenvolver nos estaleiros em Denver, com o apadrinhamento da Virgin Galactic, uma das empresas na corrida do turismo espacial. Enquanto o futuro galáctico das viagens não descola, os avanços tecnológicos são aproveitados para voar mais rápido e durante mais tempo na órbita da Terra.

Um clube de fãs do Concorde – a aeronave civil mais rápida do mundo e o supersónico que operou voos comerciais durante mais tempo, até 2003 – continua a tentar devolver aos céus um dos aparelhos icónicos. Já o XB-1 promete ultrapassar a velocidade do Concorde e ligar Nova Iorque a Londres em três horas e meia. A primeira rota só deverá chegar, contudo, no início da década de 2020. Até lá, é o campeonato dos voos de longo curso que parece estar a aquecer.

Nos últimos meses, várias companhias anunciaram voos directos cada vez mais longos, permitindo ligar cidades longínquas sem recorrer a escalas. Em Novembro, a Air India começou a operar a rota directa mais longa de sempre, num voo de 15.300 quilómetros entre Nova Deli e São Francisco. Em 2018, a Singapore Airlines retoma os voos sem escalas entre a cidade de Singapura e Nova Iorque, subindo ao primeiro lugar do pódio: 16.500 quilómetros percorridos em 19 horas. Também para 2018 está marcada a estreia da primeira rota comercial regular sem escalas entre a Austrália e a Europa. A ligação operada pela Qantas vai ligar Perth e Londres em 17 horas (14.498 quilómetros).

Cruzeiros à volta do mundo

Algumas das principais empresas no sector dos cruzeiros vão inaugurar navios em 2017 e já anunciaram novidades nos itinerários oferecidos para as próximas temporadas. Para o final do ano, está também prevista a estreia do primeiro cruzeiro à volta do mundo da Viking Cruises, uma tendência em crescendo no mercado dos cruzeiros, com várias companhias a anunciarem nos últimos meses o lançamento de roteiros de circum-navegação nos próximos anos. Além da companhia norte-americana, que estreia a rota em redor do globo em Dezembro, numa viagem de 141 dias, também a MSC anunciou em Novembro o seu primeiro cruzeiro à volta do mundo, previsto para 2019.

Mais gadgets de fotografia e vídeo

O catálogo de novos gadgets e de apps de viagem não dá sinais de querer emagrecer. Antes pelo contrário. Segundo um estudo do Harris Poll, quase 80% dos jovens norte-americanos com idades entre os 18 e os 34 anos preferem gastar dinheiro em experiências do que em comprar carros ou casas. Querem ter vivências que lhes tragam boas memórias para o resto da vida e que os tornem “mais conectados com outras pessoas, com a comunidade e com o mundo”. As viagens, claro, entram aqui e a faixa etária dos millennials ganha cada vez mais peso no sector do turismo. Como, simultaneamente, há cada vez mais jovens com “medo de ficar de fora” (no inglês “fearing of mission out”, conceito que deu origem ao acrónimo FOMO) – quase sete em cada 10 dos inquiridos, segundo o estudo da Harris – a vontade de partilhar as vivências em viagem com amigos e familiares continuará a alimentar o surgimento de novas aplicações móveis, gadgets e funcionalidades nas redes sociais e aparelhos.

Enquanto a moda dos directos e das fotos e vídeos em 360º continua a inundar-nos o feed do Facebook (o New York Times, por exemplo, lançou recentemente um novo projecto e leva-nos diariamente a viajar pelo mundo em imagens em 360º), há cada vez mais empresas no sector do turismo a criar espaços e momentos próprios para as redes sociais. É o caso da Porto Bridge Climb, criada este ano para levar turistas às vistas do arco da Ponte da Arrábida, que instalou wi-fi gratuito no alto do arco para proporcionar a partilha imediata de fotos e vídeos.

As 12 campanhas do ano em Portugal (com vídeos)

Meios&Publicidade, por a 30 de Dezembro de 2016

1483099737265294Há muito futebol e alguma emoção. Fique a conhecer os 12 projectos de comunicação que mais deram que falar ao longo do ano em Portugal.

Publico_TheCharlieHebdoBox20160110140156Os lápis do Público
O projecto foi notícia em vários pontos do mundo e assustou alguns dos destinatários que pensaram que era um engenho explosivo. Tratou-se de uma caixa entregue a 15 dos mais importantes jornais do mundo, com 50 lápis vermelhos atados à semelhança de uma bomba de dinamite. Em cada um destes lápis estava escrita a frase “In the battle for free speech, every drawing counts. Keep drawing”. Foi desta forma que a Fuel e o Público assinalaram um ano sobre os ataques terroristas no jornal satírico francês Charlie Hebdo.

Os minutos de diferença de Salvador
A campanha 5 Minutos Fazem a Diferença, criada pela Havas Worldwide para a Associação Salvador, recorre a câmaras escondidas para captar a reacção dos condutores que estacionaram o carro em cima de um passeio. Quando regressam aos seus carros, os condutores deparam-se com um papel no vidro com a frase “Bati no seu carro” e um número de telefone para o qual ligar. Depois de telefonarem, surge Salvador Mendes de Almeida, o responsável pela associação Salvador. Logo nos primeiros quatro dias o vídeo foi visto por 1,5 milhões de portugueses. Além da repercussão em Portugal foi notícia no principal noticiário da televisão pública espanhola, a TVE1, e ocupou a última página do El País. Produção da Krypton e realização de Francisco Neffe.

Gonçalo Teixeira em tronco nu 
Nunca tinha sido feita nenhuma campanha do género para um segmento que costuma ser tradicional a comunicar: um homem em tronco nu a promover um detergente. Os vídeos da marca Surf com o modelo Gonçalo Teixeira somaram mais de três milhões de visualizações. Só nos primeiros 10 dias foi alcançado um milhão de visualizações e 36 por cento do total do alcance da campanha foi orgânico. Em Maio, três vídeos, dos quatro episódios da campanha da Surf, entraram no top 5 dos vídeos mais populares no YouTube em Portugal. Este projecto, desenvolvido pela Rally, agência do grupo Mediabrands, representou um ponto de viragem no plano de media da Surf. A campanha foi desenhada apenas para o digital, com resultados positivos na fase de testes, a marca optou por por centrá-la no YouTube e complementá-la com os meios televisão, imprensa e mupis.

Harry Kane do Licor Beirão
O Licor Beirão e O Escritório podiam figurar nesta lista pela campanha de Natal, em que se pode trocar um presente indesejado por uma garrafa da marca. No entanto, optamos pelo filme We’re Sorry Harry Kane, colocado online no início de Junho, e que conseguiu ser o oitavo anúncio ligado ao campeonato europeu mais partilhado nas redes sociais no mundo. Foram quase 15 mil partilhas.
Harry Kane, avançado da selecção inglesa, foi alvo de uma entrada perigosa que valeu o cartão vermelho a Bruno Alves num jogo de preparação para o Euro 2016 com Portugal. O momento coincidiu com a presença da marca Licor Beirão nos placards publicitários laterais. A marca aproveitou para implementar uma acção de marketing onde pedia desculpas pela jogada e, através de uma carta, convidava o jogador inglês a conhecer outra forma de saborear Portugal.

Os 11 milhões da selecção
A música cantada por Pedro Abrunhosa não galvanizou e o deputado socialista Paulo Pisco indignou-se com a “quase uma desconsideração” para com os cerca de cinco milhões de emigrantes portugueses, alegadamente esquecidos pela FPF. No entanto, com Tomás Froes ao leme do marketing da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), esta foi a primeira vez que a entidade máxima do futebol nacional lançou uma campanha de apoio à selecção, tendo como ponto de partida o cachecol, que podia ser personalizado. Depois da vitória da selecção no Euro 2016 era impossível não incluir a FPF nesta lista. A campanha, com criatividade da Partners e produção da Garage, foi premiada nos UEFA Kiss Marketing Awards na categoria de melhor activação de marca.

cmtvMicrofone da CMTV
“Portugal está de volta e nós também.” O título, acompanhado pela imagem de um bumerangue transformado num microfone, constava do anúncio de imprensa que a Ogilvy criou para a CMTV depois do episódio do microfone do canal de televisão. “Libertar o stress é muitas vezes inspirador e revigorante. O episódio do microfone ajudou Ronaldo a voltar a marcar pela selecção. Sabemos o quanto é difícil ser líder e como, mais importante do que cair, é voltar mais forte e competente. Parabéns Portugal, vamos a eles agora que estamos mais frescos”, podia ler-se no anúncio, publicado no Correio da Manhã. O episódio do microfone deu a volta ao mundo e o diário colocou online uma nota de esclarecimento, em quatro línguas.

Um pixel para o Sequeira
Há um ano poucos saberiam quem era Domingos Sequeira. Agora é popularmente designado como “o Sequeira”. A Fuel desafiou os portugueses a serem “patrocinadores de pixels” da obra Adoração dos Magos, de Domingos Sequeira, numa campanha de crowdfunding lançada pelo Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), com o apoio do Público, da RTP, da Fundação Millennium BCP e da Direcção-Geral do Património Cultural. A meta era ambiciosa: angariar 600 mil euros, o valor mais alto de sempre de uma campanha crowdfunding em Portugal. O valor foi ultrapassado e o MNAA nunca mais saiu da atenção dos holofotes mediáticos. O case ganhou o prémio principal nos Prémios à Eficácia.

Uma ideia simples para as camisolas
Num jogo oficial da Liga NOS, os jogadores do Sporting entraram em campo com os nomes nas camisolas mal escritos. Foi este o ponto de partida da acção “É Quase a Mesma Coisa, Mas Não É”, desenvolvida pela Carmen para o clube de Alvalade com o objectivo de sensibilizar os adeptos para o problema da contrafacção de equipamento oficial do clube e apelar à compra de merchandising oficial.

euro 2020A preparação para o Euro 2020
A edição de 2020 do campeonato europeu de futebol vai decorrer em 13 países do continente europeu e não apenas em um ou dois como aconteceu até aqui. O projecto de branding, dirigido por Hélder Pombinho, está a cargo da Y&R Portugal. Caberá às cidades de Amesterdão, Dublin, Bilbau, Budapeste, Bruxelas, Glasgow, Copenhaga, Munique, Roma, Baku, S. Petersburgo, Bucareste e Londres acolher o Euro 2020, sendo que será a capital britânica a receber as semifinais e a final. O estádio do Wembley terá, por isso, um papel central enquanto palco da competição. A apresentação oficial da competição ocorreu apenas este ano, apesar de a agência estar a trabalhar no projecto há mais de dois anos. A identidade visual do Euro 2020 tem como base uma ponte, “símbolo universal de ligação”. Recorde-se que a criação da marca de anteriores Europeus de Futebol tinha sido assegurada por outras agências portuguesas. Foi o caso das edições de 2012 e de 2016, que tiveram apoio de Hélder Pombinho, então director criativo da Brandia Central. Já o Euro 2004, que decorreu em Portugal, contou com branding da então Euro RSCG Design, onde o mesmo profissional ocupava o cargo de director criativo.

Os homens da Dove
“A beleza real toca o coração.” É este o conceito do vídeo da Dove, criado em Portugal em que pela primeira vez são homens os protagonistas. No vídeo, que adopta o registo de documentário, são monitorizados os batimentos cardíacos de alguns homens perante exemplos de beleza feminina. É aí que se constata que existem diferenças entre os batimentos do coração perante a imagens de mulheres manequins, mas que não conhecem, e as fotos das mulheres que fazem parte das suas vidas, como a filha, a irmã, a avó ou a esposa. O filme, criado pelo estúdio criativo Black Ship, ultrapassou as 1,5 milhões de visualizações.

Natal da Vodafone
Os emotivos anúncios de Natal da Vodafone parecem estar a criar escola. Depois de no ano passado ter sido protagonizado por uma criança filha de pais separados, em 2016, a campanha conta a história de uma filha que vai buscar o pai octogenário a um lar para dar início às celebrações de Natal. Com o claim “No Natal é o amor que nos une”, o filme mostra como os mais velhos usam os smartphones, a internet e as redes sociais para comunicar. A criatividade é da JWT. O filme, realizado por Augusto Fraga, teve produção da Krypton.

maatMarca MAAT
Praticamente de um dia para o outro, todo o país ficou a conhecer a marca MAAT, tornando-se, logo a seguir à abertura, num dos museus mais conhecidos do país. Na ianauguração estavamcerca de 100 jornalistas, dos quais um quarto eram estrangeiros. No dia da abertura do MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia ao público, 5 de Outubro, 22 mil pessoas visitaram as exposições patentes no novo edifício e na Central Tejo. A par das exposições, o complexo da Fundação EDP contabilizou a presença de 60 mil pessoas, o que levou as autoridades de segurança a alertarem para os problemas de acesso ao museu. Nos três primeiros dias, foram publicadas 1040 notícias. A imagem do MAAT foi criada pelo designer Pedro Falcão. A campanha de divulgação do museu teve criatividade a cargo da Solid Dogma. Estiveram ainda envolvidas as agências Bold, FXT, Global Press e R2.

Google lança Atelier Digital em Portugal

Marketeer, 05/12/2016

Google lança Atelier Digital em Portugal

Está disponível, a partir de hoje, uma selecção de cursos online gratuitos sob a orientação da Google. Fazem parte do projecto Atelier Digital, que terá também formação presencial a partir do próximo ano, em Setúbal, Leiria e Aveiro – mais cidades deverão receber a iniciativa, mas ainda não foram anunciadas. O Atelier Digital é uma plataforma que tem como objectivo ajudar jovens portugueses a adquirir competências digitais e a terem sucesso neste novo tipo de economia, contribuindo para o fomento do empreendedorismo no País. «Quem sabe, se à semelhança do que se passou noutros países onde o projecto foi implementado, muitos dos formandos acabam por criar o seu próprio negócio no final da formação», comenta Francisco Ruiz, director de Assuntos Institucionais da Google Portugal e Espanha, em comunicado. As formações são destinadas a pessoas com ou sem grau académico, empregados ou desempregados. No online, os conteúdos disponíveis estão divididos por 23 módulos que cobrem áreas como pesquisa, email, redes sociais, vídeo, e-commerce e web analytics. Os participantes terão acesso a tutoriais em vídeo seguidos de actividades e um teste final que permitirá obter uma certificação reconhecida pela IAB Europe. Os cursos presenciais também serão gratuitos e as inscrições deverão ser realizadas através do website do projecto Atelier Digital Portugal. Neste caso, cada curso terá a duração de três dias e inclui formação em SEO, SEM, Marketing nas redes sociais, análise de web e internacionalização. As formações terão lugar em institutos politécnicos, já que o conselho coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos é um dos parceiros do projecto. A iniciativa conta ainda com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e SIC Esperança.

Maioria dos portugueses só adere a programas de fidelização que ofereçam descontos e produtos

 

HiperSuper, por a 15 de Novembro de 2016 as 16:52

Um total de 66% dos portugueses valoriza os programas de fidelização que oferecem descontos, segundo o relatório internacional da Nielsen “Global Survey Retail Loyalty Programs”, mais oito pontos percentuais se compararmos com os vizinhos espanhóis. O estudo revela ainda que 42% dos portugueses se sente atraído por programas de fidelização que oferecem mesmo produtos.Para a maioria dos portugueses estes programas de lealdade fazem com que seja mais agradável “fazer negócio” com determinada empresa e apenas se associam a estes para terem acesso a produtos gratuitos ou descontos. Além disso, 73% dos inquiridos portugueses assumem ler os folhetos antes de iniciar as compras, o que significa que o processo de decisão tem início ainda antes das visitas aos corredores das lojas. Os consumidores associam também cada vez mais as fidelizações às ofertas personalizadas. 81% dos portugueses considera apelativo ter uma oferta promocional personalizada de acordo com o seu histórico de compras. Além disso, 78% gostaria de poder escolher entre diferentes tipos de recompensa e 76% confessam-se atraídos pela oferta de recompensas independentemente do canal onde compram: lojas, sites ou aparelhos mobile.

Afinal, Millennials não são assim tão tecnológicos

Marketeer Online, 17/11/2016

Apesar de pertencerem àquela que é considerada uma das gerações mais tecnológicas de sempre, os Millennials ainda preferem a experiência física em determinadas situações. Um estudo divulgado pela CBRE revela que 70% dos Millennials prefere comprar numa loja, mesmo quando tem hipótese de o fazer online.

O estudo “Millennials; mitos e realidades” indica ainda que este cenário não deverá mudar dramaticamente no futuro. Quase metade dos inquiridos (de um total de 13 mil) quer aceder a um produto de forma imediata, quer poder ver, tocar, sentir e testar em loja e, caso decidam, poder levá-lo consigo logo para casa.

Realizado em 12 países, o estudo conclui, ainda assim, que 27% das compras são realizadas online pela maioria dos Millennials e que esta percentagem poderá estar relacionada com a oferta em cada mercado. “Em países onde existem redes de retalhistas internacionais bem estabelecidas, é provável que a penetração online seja mais elevada que em países onde os retalhistas são locais.”

Casa a e trabalho

No que diz respeito aos desafios que os Millennials enfrentam, a procura de casa com preços equilibrados ocupa um lugar de destaque. O elevado custo dos imóveis e das rendas, juntamente com a instabilidade profissional, dificultam a procura.

Segundo o mesmo estudo da CBRE, 49% dos inquiridos vive com os seus pais, 74% refere que os seus ordenados não acompanham o preço do mercado imobiliário e 65% opta por arrendamento ao invés de aquisição.

A nível de emprego, 64% considera-se afortunado por ter emprego e deseja trabalhar para um reduzido número de empresas durante a sua carreira. Porém, o nível de lealdade relativamente a uma empresa não é elevado e os colaboradores estão dispostos a mudar de trabalho caso encontrem melhores oportunidades salariais, de formação e desenvolvimento profissional.

Cristina Arouca, directora de Research & Consultoria da CBRE, considera que «o facto de os Millennials terem entrado no mercado de trabalho num período de grandes alterações económicas a nível global teve um profundo impacto nos locais onde trabalham, vivem e se divertem».

A responsável afirma ainda que, de uma perspectiva de retalho, «o online é visto como um canal complementar à experiência de compra na loja, e não como uma alternativa directa».

Desempenho de empresas que usam dados analíticos é 20 vezes superior na atracção de consumidores

HiperSuper, Por a 24 de Novembro de 2016 as 10:33

As empresas que utilizam “data analytics”, de forma eficiente, conseguem ser vinte vezes melhor na atração de novos consumidores e 5 vezes melhor na retenção dos já existentes.

Atenta ao mercado e à chegada da era da “digital transformation”, a Porto Business School promove, no próximo dia 29 pelas 18h30, uma sessão onde a Head Analytics da Sonae MC, Liliana Bernardino, leva a discussão algumas das técnicas e competências que ajudam os decisores a conhecer melhor a realidade que os rodeia e tomar decisões mais acertadas, alcançando um maior valor competitivo.

São várias as empresas que ainda duvidam do potencial da analítica e não reconhecem a relevância de uma estratégia de marketing centrada no consumidor. Por isso, esta sessão pretende mostrar a importância que este tipo de estratégia deve assumir para os gestores, em conformidade com a estratégia de marketing da organização, tornando-a transversal a todas as variáveis do marketing e das vendas.

“Os modelos de negócios têm vindo a sofrer grandes transformações, o que obriga à capacidade dos gestores se adaptarem sistematicamente ao mercado e às funções comerciais que prestam. É fundamental que a relação com o cliente e a potencialização das vendas não seja posta em risco em momento algum e, por isso, a sustentação de decisões de marketing e de vendas baseada em dados reais e atualizados deve ser um pressuposto”.

Liliana Bernardino, Head of Analytics na Sonae MC, é licenciada em Matemática Aplicada e Mestre em Análise de Dados e Sistemas de Apoio à Decisão, pela Universidade do Porto. Iniciou o seu percurso profissional em 2004, como Analista Júnior, na então designada Sonae Distribuição. Posteriormente, integrou a equipa de lançamento do Cartão Continente e, em 2011, assumiu o cargo de Team Leader da equipa de Customer Intelligence. Hoje, é também dirigente do Centro de Advanced Analytics e Campaign Intelligence, do Programa de Fidelização do Cartão Continente.

Novos centros comerciais em Portugal serão de pequena dimensão e de proximidade

HiperSuper, por a 24 de Novembro de 2016 as 10:00

O mercado português não acompanha a tendência de forte crescimento da oferta de centros comerciais na Europa que, até ao final de 2017, vai receber mais 8,1 milhões de metros quadrados (m2) em shoppings. Apesar disso, a oferta de novos conjuntos comerciais apresenta uma ligeira retoma desde 2014.

No primeiro trimestre deste ano, a Caixa Geral de Depósitos inaugurou em Braga o centro Comercial Nova Arcada, com um total de 68.500 m2. Em 2017 esperam-se a inauguração do que virá a ser o maior conjunto comercial do Algarve, o Mar Shopping Algarve promovido pela Inter Ikea e que contará com uma área comercial total de 83.000 m2, composta por um centro comercial (com 66.000 m2) ancorado por uma loja Ikea e um outlet. Ainda no Sul, e constituindo o único outro centro comercial em construção, irá abrir o tão aguardado Évora Shopping, que trará a esta cidade o primeiro da cidade alentejana.

No que diz respeito à atração de investimento, no entanto, Portugal mantém-se em destaque à escala europeia, “sendo um dos países que maior interesse tem vindo a registar no setor de centros comerciais. No entanto, a relativa escassez de produto disponível tem vindo a limitar a conclusão de negócios. Em 2016, os ativos de retalho portugueses captaram 430 milhões de euros de investimento, valor substancial mas quase 50% abaixo do volume captado em 2015, que rondou os 1.000 milhões. Esta escassez de produto aliada a uma intensa procura permitiu uma nova valorização dos centros comerciais nacionais cujas yields se encontram hoje nos 5,25% com uma tendência de descida até ao final do ano”, revela a última edição do European Shopping Centre Development, publicado semestralmente pela Cushman & Wakefield (C&W).

“As perspetivas de futuro para o setor em Portugal são muito animadoras, ao nível da oferta o potencial do mercado irá permitir novas apostas em projetos, essencialmente de pequena dimensão e com um perfil de proximidade. No caso dos centros existentes, espera-se um crescimento da aposta dos proprietários na melhoria dos seus centros, estando cada vez mais disponíveis para neles investir, adaptando-os às novas exigências dos consumidores”, sublinha Marta Esteves Costa, associate, diretora de research & consultoria da C&W.

“No que se refere à atividade de investimento, o ano de 2017 tem todas as possibilidades de atingir um novo recorde em termos de atracão de capital no setor de retalho. Confirmando-se estas expetativas, as yields poderão mesmo atingir um mínimo histórico em 2017, passando a barreira dos 5% e atingindo os centros comerciais portugueses o valor mais alto de todos os tempos”, conclui.