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Afinal, Millennials não são assim tão tecnológicos

Marketeer Online, 17/11/2016

Apesar de pertencerem àquela que é considerada uma das gerações mais tecnológicas de sempre, os Millennials ainda preferem a experiência física em determinadas situações. Um estudo divulgado pela CBRE revela que 70% dos Millennials prefere comprar numa loja, mesmo quando tem hipótese de o fazer online.

O estudo “Millennials; mitos e realidades” indica ainda que este cenário não deverá mudar dramaticamente no futuro. Quase metade dos inquiridos (de um total de 13 mil) quer aceder a um produto de forma imediata, quer poder ver, tocar, sentir e testar em loja e, caso decidam, poder levá-lo consigo logo para casa.

Realizado em 12 países, o estudo conclui, ainda assim, que 27% das compras são realizadas online pela maioria dos Millennials e que esta percentagem poderá estar relacionada com a oferta em cada mercado. “Em países onde existem redes de retalhistas internacionais bem estabelecidas, é provável que a penetração online seja mais elevada que em países onde os retalhistas são locais.”

Casa a e trabalho

No que diz respeito aos desafios que os Millennials enfrentam, a procura de casa com preços equilibrados ocupa um lugar de destaque. O elevado custo dos imóveis e das rendas, juntamente com a instabilidade profissional, dificultam a procura.

Segundo o mesmo estudo da CBRE, 49% dos inquiridos vive com os seus pais, 74% refere que os seus ordenados não acompanham o preço do mercado imobiliário e 65% opta por arrendamento ao invés de aquisição.

A nível de emprego, 64% considera-se afortunado por ter emprego e deseja trabalhar para um reduzido número de empresas durante a sua carreira. Porém, o nível de lealdade relativamente a uma empresa não é elevado e os colaboradores estão dispostos a mudar de trabalho caso encontrem melhores oportunidades salariais, de formação e desenvolvimento profissional.

Cristina Arouca, directora de Research & Consultoria da CBRE, considera que «o facto de os Millennials terem entrado no mercado de trabalho num período de grandes alterações económicas a nível global teve um profundo impacto nos locais onde trabalham, vivem e se divertem».

A responsável afirma ainda que, de uma perspectiva de retalho, «o online é visto como um canal complementar à experiência de compra na loja, e não como uma alternativa directa».

Jovens adultos criam novas regras na relação com as marcas

28 de Agosto de 2014 por Hipersuper

Os jovens adultos, que têm hoje 25 e 34 anos, conhecidos por Geração ‘Millennials’, criaram novas regras na relação com as marcas, segundo um estudo da Iniciative, realizado em 19 mercados.

Para caraterizar os jovens portugueses, a Iniciative analisou dados da Marktest para concluir que as percepções e expectativas são similares às dos jovens consultados no estudo. “As perspectivas de recuperação económica estão aí, abrindo novos horizontes para este target que, mesmo num período de maior adversidade, soube reinventar-se e adaptar-se a uma nova realidade”, sublinha Francisco Teixeira, director-geral da Iniciative. O estudo introduz o termo ‘Reset Generation’ e carateriza esta geração em quatro pontos.

1. Difíceis de impressionar

30% destes jovens são cínicos em relação à forma como as marcas se apresentam no mercado; Quase todos sofreram economicamente: apenas 28% ultrapassou a recessão dos últimos anos sem um revés nas suas finanças pessoais. Em Portugal, a crise económica dos últimos anos teve impacto pessoal e profissional junto destes jovens, dificultando a sua emancipação. Em 2014, segundo dados do TGI Marktest, 22% dos indivíduos deste segmento eram casados ou viviam maritalmente, um decréscimo significativo face aos 37% de 2010. O reflexo é também claro no número de filhos no agregado destes indivíduos: 18% que comparam com 32% em 2010. Profissionalmente, apenas 48% tem um emprego a tempo inteiro, valor que em 2010 era de 64%. Esta realidade tem apelado à capacidade de adaptação dos portugueses, com 10% a revelarem a intenção de emigrar no próximo ano e 6% a serem patrões de si próprios.

2. Online ultrapassa o ‘Word of mouth’

É mais provável que pesquisem online acerca de um produto do que perguntarem a opinião a familiares ou amigos antes de comprarem. O online revolucionou também o processo de compra dos ‘Reseters’ portugueses: de acordo com o TGI Marktest, 79% utilizam a internet como primeira fonte quando necessitam de qualquer informação (mais 12 p.p. (pontos percentuais) versus 2010 e 35% admite ser influenciado pelas recomendações online. Os ‘devices’ portáteis fazem parte da rotina desta geração, seja a nível global ou localmente: 77% a nível global e 70% em Portugal têm um smartphone e 39% e 28% respectivamente, têm um tablet.

3. A criatividade é crucial

A nível global, esta geração considera que a criatividade é o segundo atributo mais valorizado nas marcas, a seguir à confiança.

4. Exigem um papel social para as marcas

Apenas 14% considera que as marcas se deveriam focar apenas nos produtos versus 58% que considera que as marcas devem ter um papel socialmente activo. Os dados do TGI Marktest mostram que esta geração está mais exigente para com as marcas e para com a comunicação: 65% admite gostar de marcas que retribuem algum valor para a sociedade e 37% rejeita comprar marcas cujas campanhas publicitárias desaprovem. Por outro lado, 51% espera que a publicidade seja sempre divertida versus 42% em 2010. Estes consumidores revelam-se ainda menos leais em 2014 (em 2010, 67% admitia ser leal às marcas de que gostava), menos 8 p.p. “Tal como esta geração fez ‘reset’, também as marcas devem ter presente que nada voltará a ser como dantes, tanto na valorização da proposta de valor que endereçam a este target como na forma como o fazem. É nesse sentido que este estudo é importante, na medida em que ajuda as marcas e as agências a pensarem nessa re-invenção”, considera Francisco Teixeira.

Concurso desafia os jovens a mostrar como é que a sua família poupa 100 euros num mês, através da criação de vídeos ou bandas desenhadas

O Deutsche Bank e a TESE – Associação para o Desenvolvimento, com o apoio da EPIS – Empresários pela Inclusão Social, lançaram a segunda edição da campanha “Na Minha Casa Poupo Eu”, que incentiva os jovens a mostrarem e partilharem ideias criativas para poupar. A iniciativa, que conta com os apresentadores Raquel Strada e Rui Pêgo como embaixadores, desafia os jovens a mostrar como é que a sua família poupa 100 euros num mês, através da criação de vídeos ou bandas desenhadas (uma novidade na edição deste ano). O concurso está a aberto a todos os jovens portugueses até aos 25 anos, sendo que os vídeos devem ter no máximo um minuto de duração e as bandas desenhadas apenas uma página A4. Os conteúdos deverão ser submetidos no site link externo da iniciativa até ao dia 6 de Dezembro. Os vídeos e bandas desenhadas devem depois ser partilhados no Facebook. A participação com mais “likes” receberá um prémio de 750 euros, a segunda melhor de 200 euros e as seguintes oito melhores de 100 euros cada. “Após a conclusão da campanha, o Deutsche Bank e a TESE têm como objectivo a partilha do vídeo ou banda desenhada, para que as ideias cheguem ao maior número de famílias portuguesas”, referem os promotores da campanha em nota de imprensa. A SIC Radical é a televisão oficial da campanha. Veja aqui o vídeo de promoção do concurso:

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Jovens mais dispostos a pagar conteúdos digitais

Briefing, 20 Junho 2013

Jovens mais dispostos a pagar conteúdos digitais

Os jovens estão duas vezes mais dispostos a pagar por conteúdos digitais do que os leitores mais velhos, de acordo com o Digital News Report 2013, promovido pelo Instituto para o Estudo do Jornalismo da Reuters.  Desenvolvido em nove países – Alemanha, Brasil, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – o estudo envolveu 11 mil utilizadores de internet. E concluiu que 20 por cento dos leitores entre os 25 e os 34 anos estão disponíveis para pagar notícias em suportes digitais, por comparação com 10 por cento dos indivíduos com mais de 55 anos. Contudo, apenas cinco por cento dos inquiridos disse ter pago por informação digital na semana anterior ao inquérito, contra metade que havia comprado um jornal impresso no mesmo período. Uma diferença que os autores do estudo justificam com o facto de a maioria dos jornais não cobrar pelo acesso a notícias, embora estejam a emergir formatos que combinam paywalls, com assinaturas digitais e aplicações pagas. Embora a base seja baixa, cresceu o número de pessoas disponível a pagar notícias em suportes digitais face ao inquérito anterior do Instituto Reuters – no Reino Unido e em França, por exemplo, esse crescimento foi de cinco por cento. Nos Estados Unidos são os utilizadores de tablets e smartphones os que estão mais recetivos ao pagamento de conteúdos – são quase o dobro dos que apresentam a mesma disposição mas não usam aqueles gadgets. Todos os quatro países que entraram pela primeira vez no estudo revelam percentagens mais elevadas de pessoas que pagaram por conteúdos no último ano – aqueles onde a tendência é maior são o Brasil, com 24 por cento, e Itália, com 21 por cento. E dos que ainda não pagam, mais de um em dez inquiridos (14 por cento, em média) admitiram ser provável vir a fazê-lo, número que dispara para os 58 por cento no Brasil. Fonte: Digital News Report 2013